Durante sua participação no programa 60 Minutes, Trump demonstrou irritação quando questionado sobre acusações do invasor
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), reagiu com irritação ao ser questionado sobre acusações de estupro e pedofilia contidas em manifesto de Cole Allen, homem que tentou invadir evento no sábado (25.abr.2026). O republicano negou as alegações durante entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, no domingo (26.abr.2026).
A apresentadora Norah O’Donnell perguntou ao presidente qual era sua reação a um trecho do manifesto do atirador que o chamava de pedófilo e estuprador. As acusações de Allen se baseiam em informações que ligam Trump a Jeffrey Epstein.
“Eu sabia que você leria (as alegações), já que vocês são pessoas horríveis”, respondeu Trump. “Sim, ele escreveu isso. Eu não sou estuprador. Eu não estuprei ninguém”, acrescentou.
O presidente interrompeu novamente a apresentadora quando tentava fazer outra pergunta. “Você está lendo esse lixo de uma pessoa doente. Eu fui associado a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado”, afirmou.
O presidente encerrou sua resposta criticando a emissora. “Eu li o manifesto, sabe? Ele é uma pessoa doente. Mas você deveria se envergonhar por ler isso, porque eu não sou nenhuma dessas coisas. Você não deveria estar lendo isso no 60 Minutes. Você é uma vergonha.” concluiu.
ATAQUE AO JANTAR DE TRUMP
Leia abaixo o que se sabe até agora:
- o que houve – um homem armado furou a barreira de segurança durante um evento com Trump, o Serviço Secreto reagiu e tiros foram disparados;
- o que era o evento – o tradicional jantar com os jornalistas setoristas na Casa Branca, realizado em 25 de abril de 2026 no Washington Hilton Hotel, na capital dos EUA, com o republicano, o 1º escalão do governo Trump, profissionais da mídia e convidados;
- Trump escoltado – assim que os tiros foram ouvidos, o Serviço Secreto retirou o republicano às pressas do jantar;
- quem é o suspeito – Cole Allen tem 31 anos, é engenheiro formado pela Caltech e morava na Califórnia. Ele portava duas armas de fogo e várias facas no momento em que foi imobilizado pelo Serviço Secreto. Está sob a custódia das autoridades;
- “lobo solitário” – após o ataque, Trump falou a jornalistas e disse acreditar que Cole Allen agiu sozinho –ele também postou uma foto do homem em seu perfil nas redes sociais;
- feridos no ataque – Trump afirmou que ele, a primeira-dama Melania, o vice-presidente JD Vance e os demais integrantes do governo que estavam no jantar estão bem, mas que um agente do Serviço Secreto foi baleado. Disse ter conversado com o oficial, que está bem e vestia um colete à prova de balas.
ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS
O jantar de sábado (25.abr) entre jornalistas e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi organizado pela WHCA (“White House Correspondents Association”). A forma mais correta de traduzir o nome dessa entidade privada é “Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca”.
A WHCA foi criada por jornalistas em 25 de fevereiro de 1914, como resposta a uma declaração do então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, que em 1913 disse que poderia acabar com a tradição de participar de entrevistas para jornalistas, pois “certos jornais vespertinos” (sem dizer quais) estariam publicando frases que ele considerava ter dado de forma reservada.
O 1º jantar anual da WHCA foi realizado em 7 de maio de 1921 no Arlington Hotel, na esquina da avenida Vermont com a rua L, em Washington. O então presidente dos EUA, Warren G. Harding, não foi ao evento. O 1º presidente norte-americano a participar do jantar foi Calvin Coolidge, em 1924.
Ao longo dos anos, o jantar se tornou uma tradição do mundo político norte-americano, na capital do país. O local muda de tempos em tempos. É sempre uma oportunidade para o presidente do país falar de maneira mais descontraída, ouvir e contar piadas.
Essas oportunidades são vistas como uma celebração da liberdade de expressão, um dos direitos mais populares no país e consagrado em 1791 pela 1ª emenda à Constituição dos EUA, que impede o Congresso de criar leis que limitem a liberdade de expressão, imprensa, reunião, religião e petição ao governo.
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Créditos do autor: Poder360 ·
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