O perfil socioeconômico dos pacientes do Hospital Martagão Gesteira revela um cenário marcado por vulnerabilidade social e econômica. De acordo com dados levantados pela instituição, cerca de 75% das famílias sobrevivem com o apoio de benefícios socioassistenciais.
Além disso, a renda familiar apresenta níveis reduzidos. Os dados mostram que 82% das famílias vivem com até dois salários mínimos.
Dentro desse grupo, 19% possuem renda inferior a um salário mínimo, enquanto 17% sobrevivem com exatamente um salário mínimo. Já outros 46% apresentam rendimentos entre um e dois salários mínimos.
Benefícios sociais compõem parte significativa da renda
Segundo a coordenadora do Serviço Social do hospital, Milene Ramos, os benefícios socioassistenciais compõem uma parte significativa da renda familiar. Entre eles, destacam-se o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Ela explica que as famílias destinam esses valores principalmente para despesas essenciais, como aluguel, alimentação, energia elétrica, manutenção dos demais membros da família e pagamento de empréstimos. Por isso, os recursos acabam se tornando insuficientes para suprir todas as necessidades do núcleo familiar.
Projeto social amplia suporte às famílias
Diante desse cenário, o hospital desenvolve ações voltadas ao fortalecimento do apoio social às famílias. Por meio do Projeto de Apoio Social, a equipe oferece suporte direto para reduzir dificuldades enfrentadas no cotidiano.
Entre as iniciativas, o hospital distribui materiais e insumos, medicamentos, cestas básicas e fórmulas alimentares. Além disso, essas ações contribuem para garantir uma assistência humanitária e favorecer a alta hospitalar segura.
Ao mesmo tempo, a instituição mantém o compromisso de ampliar o cuidado para além do tratamento clínico. Dessa forma, o atendimento passa a considerar o paciente em uma abordagem integral, que inclui também aspectos sociais e familiares.
Atendimento alcança pacientes de diversas regiões da Bahia
Outro dado relevante envolve a origem geográfica dos pacientes. Embora 41% residam em Salvador, uma parcela expressiva vem de outras regiões.
Nesse contexto, 13% dos pacientes vivem na Região Metropolitana de Salvador (RMS), enquanto 45% são oriundos do interior do estado da Bahia. Assim, esses números reforçam o papel do hospital como referência no atendimento pediátrico em diferentes regiões.
Portanto, a abrangência do atendimento demonstra a importância estratégica da instituição dentro da rede de saúde, principalmente para municípios que possuem menor acesso a serviços especializados.
Desigualdades raciais também aparecem no perfil dos pacientes
Outro aspecto importante refere-se à composição racial dos pacientes atendidos. Aproximadamente 85% se autodeclaram pretos ou pardos, dado que reflete desigualdades históricas relacionadas ao acesso à saúde e às condições socioeconômicas.
De acordo com a diretora do hospital, Andrezza Santana, os números apontam para um público majoritariamente de baixa renda e dependente de assistência social.
Além disso, ela destaca que grande parte das famílias vem de regiões fora da capital. Dessa maneira, os dados evidenciam tanto a abrangência do atendimento do hospital quanto os desafios sociais enfrentados diariamente pelas famílias assistidas.
Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!


































