O ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), experimenta o primeiro grande “teste de fogo” digital antes mesmo do início oficial da pré-campanha. Desde que seu nome foi posto como pré-candidato ao Senado Federal, uma enxurrada de publicações críticas inundou as redes sociais, alcançando milhares de compartilhamentos. O movimento, visto por analistas como uma estratégia coordenada da oposição, busca desgastar a imagem de um dos principais aliados do presidente Lula da Silva (PT).
Entre os temas que voltaram a assombrar o petista, o sistema de regulação da saúde, pejorativamente apelidado de “Fila da Morte” por adversários como o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), lidera as menções. As postagens exploram o drama de pacientes que aguardam meses por cirurgias e exames, problema que atravessou os dois mandatos de Rui no Palácio de Ondina.
Investigação dos respiradores e o “Caso Master”
A artilharia virtual também resgatou o traumático episódio da compra de respiradores durante a pandemia da Covid-19. A operação, que envolveu o pagamento antecipado de R$ 48 milhões por equipamentos que nunca chegaram aos hospitais baianos, continua sendo um ponto explorado por lideranças como o deputado federal Capitão Alden (PL).
Somado a isso, as redes sociais ressuscitaram o chamado “caso Master”, referente à privatização da Cesta do Povo. As publicações associam Rui Costa ao empresário Augusto Lima, apontado como o comprador da rede estadual, questionando os moldes da transação e o destino dos ativos públicos naquele período.
Estratégia de bastidor: Senado ou Governo?
Embora o foco atual seja a vaga na Câmara Alta, fontes revelaram ao #Acese Político que o grupo governista, liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo senador Jaques Wagner (PT), não descarta uma manobra de última hora. A depender do desempenho nas pesquisas e do nível de desgaste nas redes, Rui ainda pode ser lançado novamente para o governo do estado, caso o cenário exija um nome com maior histórico de entregas para segurar o avanço da oposição.
Aliados do ex-ministro admitem que o ambiente digital será o campo de batalha mais agressivo deste ano. A expectativa é que a “guerra de narrativas” se intensifique à medida que o prazo das convenções se aproxima, exigindo de Rui Costa uma postura mais reativa para neutralizar o que seus apoiadores classificam como “requentamento de denúncias” com fins meramente eleitorais.
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