A Polícia Federal criou nesta semana um grupo de investigação focado na manipulação de resultados esportivos, fraudes em apostas e identificação de bets ilegais.

O grupo, chamado de Base Apostas, fica subordinada à Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, especializada em repressão à corrupção.

Essa vai ser a primeira atuação coordenada para combate às bets ilegais e manipulação de resultados, após o governo Lula (PT) enfrentar dificuldades para retirar do ar os sites de apostas irregulares.

A corporação deve usar um sistema em desenvolvimento por universidades federais para mapear, com uso de inteligência artificial, bets não autorizadas. O novo programa promete ainda identificar as instituições financeiras envolvidas no crime.

O grupo será composto por um delegado, um escrivão e três policiais analistas.

A instalação física da Base Apostas deve ficar no entorno de Brasília e terá, segundo o ato de criação do grupo, “condições operacionais de segurança e de confidencialidade para as investigações”.

A Polícia Federal prevê cooperação internacional policial e foco na recuperação de ativos.

Bets ilegais

O Ministério da Fazenda tem dificuldades de mapear e retirar do ar bets ilegais desde o início da regulamentação dos sites das apostas esportivas.

A pasta identifica os sites irregulares e envia listas para a Anatel com as URLs. A agência determina às operadores de internet que bloqueiem as páginas.

As organizações criminosas, porém, burlam os bloqueios criando novas URLs, com anúncios das plataformas em redes sociais e grupos em aplicativos de mensagens.

A Anatel articula para receber meios legais e operacionais para realizar bloqueios de URLs por conta própria. Enquanto não tem a autorização do Congresso, a agência atua apenas como intermediadora entre o governo Lula e os provedores de internet.

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