Victor Lima Sedlmaier desembarcou neste sábado (16) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde foi detido
A Polícia Federal (PF) prendeu neste sábado (16) Victor Lima Sedlmaier. Ele era um dos alvos da sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A informação foi noticiada pela Globonews e confirmada pela Jovem Pan.
Sedlmaier estava foragido. Em nota, a PF informou que o investigado foi deportado dos Emirados Árabes Unidos para o Brasil após a corporação “acionar mecanismos de cooperação policial internacional”. Ele desembarcou neste sábado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde foi detido.
De acordo com a PF, Sedlmaier atuava como operador auxiliar e prestador contínuo de serviços técnicos de desenvolvimento para David Henrique Alves, líder do grupo “Os Meninos”. O braço tecnológico do suposto esquema encabeçado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, era especializado em ataques cibernéticos, monitoramento digital ilegal, derrubada de perfis nas plataformas e em invasões telemáticas.
A PF ainda afirma que Sedlmaier teria esvaziado a casa de David Alves após a deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero, em março de 2026.
Entenda o caso Master
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:
- Banco Master S/A;
- Banco Master de Investimentos S/A;
- Banco Letsbank S/A;
- Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.
Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.
O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.
Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.
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