O presidente estadual do Progressistas, Cacá Leão (PP), afirmou neste domingo (4) ao portal BNews, que a campanha de ACM Neto (União Brasil) corrigiu problemas identificados na disputa pelo governo da Bahia em 2022. Segundo ele, a principal mudança ocorreu na estratégia de mobilização e na organização das agendas pelo interior.
Em declaração durante a manhã de votação, Cacá afirmou que, na eleição anterior, a tentativa de percorrer praticamente todo o estado acabou comprometendo a capacidade de reunir apoiadores. “Em 2022 a gente teve alguns erros como, por exemplo, tentar visitar todas as cidades, tentar estar presente nos quatro cantos do estado, sem conseguir mobilizar, sem conseguir juntar as pessoas”, disse.
Segundo o dirigente, a campanha deste ano adotou uma estratégia diferente, com maior participação espontânea de apoiadores nos municípios. Na avaliação dele, a mudança permitiu ampliar a mobilização sem repetir problemas logísticos registrados quatro anos atrás.
Cacá também destacou a composição da chapa com Zé Cocá (PP) como candidato a vice-governador. A escolha do prefeito de Jequié foi apresentada anteriormente por ele como uma forma de ampliar a representação do interior na chapa.
Mobilização no interior
O presidente do PP afirmou ainda que percebeu maior envolvimento de eleitores que normalmente não participam diretamente da política. Para ele, a movimentação observada durante a campanha refletiu um sentimento de mudança entre parte do eleitorado baiano.
“Foi uma campanha que talvez tenham acontecido erros, e é normal que aconteçam, mas eu particularmente não enxerguei”, afirmou Cacá, ao avaliar positivamente a estratégia adotada neste ano.
Em julho, o próprio ACM Neto havia reconhecido que cometeu erros na formação da chapa de 2022 e afirmou que a composição poderia ter sido mais forte e competitiva. Naquele pleito, ele terminou o primeiro turno à frente, mas foi derrotado no segundo turno.
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