O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo pediu que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) não reajam à derrota eleitoral com novos atos como os de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A declaração foi feita neste domingo 25, durante uma transmissão ao vivo de cerca de quatro horas, apresentada em formato de videocast, com a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A fala ocorreu após a confirmação da reeleição de Lula (PT), que derrotou Flávio no segundo turno da disputa presidencial.
“Não caiam em respostas rápidas. Não caiam num novo 8 de janeiro”, afirmou Figueiredo ao se dirigir aos apoiadores do senador que protestavam na plateia de seu programa. Alguns espectadores gritavam “fraude”, enquanto o influenciador tentava acalmá-los. Figueiredo disse compartilhar a revolta e a indignação dos eleitores que esperavam a vitória do filho de Jair Bolsonaro.
“Trabalhei quatro anos para que a gente pudesse trazer o Flávio presidente, a gente fez muito sacrifício, como as outras pessoas que estão aqui conosco”, declarou.
Na avaliação de Figueiredo, o resultado exige um período de reflexão entre os integrantes da direita. Ele defendeu que os apoiadores analisem as razões da derrota antes de definir os próximos passos políticos.
O influenciador também afirmou que o resultado poderá representar uma mudança duradoura no cenário político brasileiro. “Isso aqui se confirmando, teremos uma consolidação de regime e tempos sombrios mais longos sobre o Brasil”, declarou.
Atuação nos EUA
Paulo Figueiredo esteve ao lado de Eduardo Bolsonaro em conspirações realizadas nos Estados Unidos contra o governo Lula. Os dois atuaram junto a autoridades norte-americanas em uma campanha por medidas de pressão contra o Brasil, que incluiu a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump.
A atuação ocorreu em meio à tentativa de aliados de Jair Bolsonaro de pressionar por medidas favoráveis ao ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.
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Créditos do autor: Vinícius Nunes
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