O partido União Brasil afirmou nesta quarta-feira que o resultado das eleições presidenciais deve ser respeitado, após o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) no segundo turno, divulgar uma carta em que alega ter sido vítima de uma “fraude”.

A legenda, que apoiou a candidatura de Flávio na etapa final da disputa, declarou que a democracia é um “valor inegociável” e defendeu o encerramento da disputa eleitoral. “A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”, afirma a nota assinada pelo presidente nacional do partido, Antonio de Rueda.

“Nesse momento, é essencial que as instituições sejam maiores que as pessoas. Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso País. A eleição terminou. O Brasil continua, e precisa de todos nós”.

O texto não cita Flávio nominalmente, mas foi divulgado horas depois de o senador publicar uma carta de teor golpista em que diz não reconhecer o resultado do pleito e afirma ser o “verdadeiro presidente do Brasil”, o “presidente eleito”. Ele fugiu do País e desembarcou em Miami, na Flórida, na manhã desta quarta, junto com a esposa Fernanda e duas filhas.

A federação composta por União e PP fechou apoio à candidatura do PL no segundo turno após adotar posição de neutralidade na primeira fase da disputa, de olho nos arranjos regionais das siglas com o PT.

Dois dias depois da vitória de Lula, Rueda já havia reconhecido a reeleição do petista e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na ocasião, afirmou que “a soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas” e que o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deveria ser respeitado por todos.

A manifestação do União Brasil se soma ao posicionamento adotado pelo MDB horas depois da carta golpista de Flávio. “O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo”, escreveu a legenda chefiada pelo deputado Baleia Rossi (SP) nas redes sociais.

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