A montadora chinesa BYD negou informações que circulam nas redes sociais sobre uma suposta predominância de trabalhadores estrangeiros em sua fábrica em Camaçari e anunciou a abertura de mais de 3 mil vagas na unidade baiana, em meio ao plano de expansão no país.
Segundo a empresa, a operação conta atualmente com cerca de 3,5 mil funcionários diretos e aproximadamente 3,7 mil trabalhadores terceirizados envolvidos nas obras do complexo industrial, totalizando cerca de 6,9 mil pessoas. A montadora destaca que a maioria da força de trabalho é composta por brasileiros, com forte presença local.
Dados divulgados pela companhia indicam que, entre os funcionários diretos, 56% são moradores de Camaçari e 97% são baianos. Informações do governo estadual apontam ainda que 93% dos trabalhadores envolvidos no projeto são brasileiros, percentual acima do mínimo de 70% exigido em contratos desse tipo.
A nova rodada de contratações deve elevar o número de empregados diretos para mais de 6 mil, com a expectativa de que o empreendimento alcance cerca de 10 mil postos de trabalho, entre vagas diretas e indiretas, até 2026.
O complexo industrial ocupa a área onde funcionava a antiga fábrica da Ford e é considerado o maior investimento da BYD fora da China, com aporte estimado em R$ 5,5 bilhões. A primeira fase da operação foi inaugurada em outubro de 2025 e marcou o início da montagem nacional de veículos eletrificados.
Desde então, a unidade já produziu mais de 35 mil veículos, incluindo modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro. A empresa também prevê a inclusão de novos modelos na linha de produção, como o SUV híbrido Song Plus, nos próximos ciclos de expansão.
A capacidade inicial da fábrica é de 150 mil veículos por ano, com projeção de alcançar até 600 mil unidades anuais quando todas as etapas do projeto estiverem concluídas, consolidando a Bahia como um dos principais polos da indústria automotiva eletrificada no país.
A BYD reconhece que profissionais estrangeiros participam do processo de implantação, especialmente em áreas técnicas e de transferência de tecnologia, prática comum em projetos industriais internacionais. A empresa, no entanto, reforça que a prioridade nas contratações é voltada à mão de obra brasileira, sobretudo local.
A companhia também enfrentou questionamentos recentes relacionados a denúncias trabalhistas durante a fase de obras, caso que foi encerrado após acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho.
Com a expansão da unidade de Camaçari, a BYD amplia sua presença no Brasil e fortalece a estratégia de crescimento no mercado de veículos eletrificados, segmento que ganha espaço acelerado no país.
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