Mais de 4 mil candidatos derrotados no primeiro turno das eleições desse ano investiram recursos próprios em suas campanhas e, juntos, perderam a disputa após aplicar aproximadamente R$ 104 milhões. Os dados fazem parte de um levantamento sobre o autofinanciamento eleitoral, modalidade em que os próprios candidatos utilizam dinheiro pessoal para custear despesas de campanha.
Ao todo, quase 5 mil concorrentes destinaram cerca de R$ 160 milhões às próprias candidaturas. Desse grupo, 4.080 não conseguiram se eleger ou avançar na disputa, enquanto outros 905 foram eleitos, somando aproximadamente R$ 55 milhões em recursos próprios investidos.
Candidato ao governo de SC liderou autodoações
Entre os nomes que mais utilizaram recursos pessoais está Gelson Merísio (PSB), que investiu R$ 1,15 milhão na campanha ao governo de Santa Catarina. Apesar do aporte, ele terminou a disputa em segundo lugar, com 15,6% dos votos válidos, segundo os dados apresentados no levantamento.
O levantamento também aponta que oito candidatos que investiram, juntos, cerca de R$ 880 mil em recursos próprios disputarão o segundo turno.
O autofinanciamento é permitido pela legislação eleitoral, desde que respeitados os limites legais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que candidatos podem usar recursos próprios até o limite de 10% do teto de gastos previsto para o cargo em disputa.
Os valores investidos não garantem retorno eleitoral, e os resultados mostram que o uso de patrimônio pessoal pode representar um risco financeiro para candidatos que não conseguem converter os gastos em votos. Nem sempre é dinheiro, é sintonia com sei eleitor.
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