A nova correlação de forças preocupa o Centrão e abre espaço para disputas por alianças. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o partido pretende conquistar ao menos uma das presidências, enquanto diferentes grupos negociam apoio e possíveis alternativas aos atuais comandantes.
Senado concentra disputa acirrada
No Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) busca permanecer no cargo, mas enfrenta resistência de setores da direita, que criticam sua condução de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O PL avalia lançar Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, ou apoiar a candidatura de Tereza Cristina (PP-MS).
O PL terá 28 senadores na próxima legislatura, além de aliados de outras siglas. Para eleger o presidente do Senado, são necessários 41 votos, o que exige a construção de uma coalizão mais ampla. Alcolumbre, por sua vez, busca apoio de partidos do centro e da esquerda para viabilizar sua recondução.
Hugo Motta também enfrenta pressão
Na Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) pretende disputar a reeleição, mas a relação com o PL se desgastou durante a atual legislatura. Entre os motivos estão divergências sobre a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e votações de interesse do governo Lula.
O PL elegeu 121 deputados para 2027, enquanto a federação formada por PT, PCdoB e PV terá 88 parlamentares. Apesar de liderar a bancada, o partido precisará negociar com outras legendas para alcançar os votos necessários à eleição da presidência da Casa.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), aparece entre os nomes cogitados para enfrentar Motta. Setores do Centrão também discutem alternativas próprias, numa disputa em que alianças partidárias e negociações sobre espaços no Legislativo devem ter papel decisivo.
Comando das Casas
As presidências da Câmara e do Senado controlam a pauta de votações, influenciam a tramitação de projetos e têm papel central na organização dos trabalhos parlamentares. No Senado, o presidente também comanda o Congresso Nacional em sessões conjuntas.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os novos parlamentares assumirão seus mandatos.
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