O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira 7 que integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL) cogitaram dar um golpe de Estado em 2022 para se manter no poder.

“Discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe. E daí?”, disse em uma entrevista para a rádio Gaúcha. Para Valdemar, planejar um golpe não deveria ser crime. “Não tenha dúvidas. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois que está errado e para no meio?”, disse.

Questionado, o líder do partido evitou descartar a possibilidade de uma nova tentativa de golpe em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). “Sei lá. Pode haver planejamento. Não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que está pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca. Jamais”.

Atualmente o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso pelo seu envolvimento na trama golpista. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a organização criminosa.

A apuração da Polícia Federal apontou que o planejamento conhecido como “Punhal Verde e Amarelo” foi produzido dentro do Palácio do Planalto, logo antes de um encontro entre o general Mario Fernandes e o então presidente Jair Bolsonaro.

O documento não apenas previa um golpe de Estado, mas incluía a morte do presidente eleito Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 2022.

“Isso não foi impresso numa gruta, não foi feito escondido numa sala de terroristas. Foi impresso no Palácio do Planalto, na sede do governo brasileiro”, disse Moraes em seu voto para condenar os envolvidos na trama golpista, frisando que o detalhamento do plano chegava a prever as chances de êxito.

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