O presidente Lula (PT) disse neste domingo 11, durante ato realizado com apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, que confia que o plenário do Senado vote na quarta-feira 14 a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1.
“Já está conversado com o Alcolumbre, já está marcada a data da votação, portanto, a única coisa que eu posso fazer é demonstrar que ele não tem coragem de votar contra a população. Ele não pode tentar protelar para enganar o povo depois das eleições”, disse, se referindo ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário no segundo turno eleitoral.
“O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores, ou quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, acrescentou o presidente.
A proposta defendida por Lula, em tramitação no Senado, propõe o fim da escala 6×1 (seis dias trabalhados por um de descanso), reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte de salário.
Também foi apresentada uma PEC pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, que cria um regime alternativo de pagamento por hora trabalhada. Embora não seja o autor, Flávio foi um dos 40 senadores que assinaram a proposta. Críticos afirmam que a proposta contribui com a precarização do trabalhador, criando jornadas de trabalho intermitentes e sem folga remunerada.
Presidente promete ‘revolução tecnológica’ em novo mandato
O presidente Lula (PT) também falou sobre a necessidade de os eleitores conversarem entre si, sobretudo com o contingente dos que se abstiveram de votar no primeiro turno eleitoral, para viabilizar uma virada de votos no segundo turno eleitoral. Mais de 33,4 milhões de brasileiros aptos a votar (21% do total) não compareceram às urnas, batendo o recorde anterior, de 32 milhões em 2022.
“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, disse, durante o ato.
A manifestação contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Marina Silva, o ministro Guilherme Boulos e os governadores reeleitos Elmano de Freitas, do Ceará, Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Rafael Fonteles, do Piauí.
O presidente também elencou propostas para um eventual próximo mandato, com foco em tecnologia, indústria digital, transição energética e segurança pública. “Nosso próximo mandato é para fazer uma revolução tecnológica deste país. A gente vai ter que formar muita gente em inteligência artificial. A gente vai ter que formar muita gente para a nova indústria digital. A gente vai ter que fazer a evolução energética. A gente vai ter que fazer uma revolução na segurança pública, porque nós precisamos garantir segurança para o povo e prisão para os bandidos, para que a sociedade possa viver tranquila”, declarou.
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Créditos do autor: Ana Luiza Basilio
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