A constipação intestinal é um problema frequente e pode ter diferentes causas. Entre elas estão a dieta pobre em fibras, a baixa ingestão de líquidos, o sedentarismo e o uso frequente de medicamentos. Além disso, entre os idosos, a redução natural da motilidade intestinal pode agravar o quadro. Assim, essa população fica mais vulnerável a distúrbios digestivos.
Nesse contexto, a análise da microbiota intestinal pode ajudar a compreender alterações presentes no intestino. O exame do Sabin Diagnóstico e Saúde está disponível em unidades de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
O teste é indicado para pacientes com queixas abdominais persistentes e sem diagnóstico definido. Entre as situações citadas estão as doenças inflamatórias intestinais e a síndrome do intestino irritável.
Como funciona o exame de microbiota intestinal
O procedimento é simples e não invasivo. Primeiro, o paciente coleta a amostra de fezes em casa. Depois, o laboratório submete o material a sequenciamento genético para identificar e quantificar as bactérias presentes no intestino.
Dessa forma, a análise permite observar a diversidade e a composição da microbiota intestinal. Com essas informações, o médico pode avaliar o quadro do paciente e considerar estratégias de cuidado de maneira individualizada.
A médica clínica Josie Velani Scaranari, do Sabin, destaca a relação entre a composição da microbiota e a saúde intestinal.
“Um microbioma variado está associado a um ambiente intestinal anti-inflamatório e menor risco de adoecimento”, explica a médica clínica Josie Velani Scaranari, do Sabin.
A médica também aponta possíveis relações entre alterações na microbiota e manifestações intestinais. A baixa diversidade da microbiota ou a predominância de bactérias consideradas nocivas pode se associar a sintomas como dor abdominal, distensão e alterações do hábito intestinal.
O conteúdo também relaciona essas alterações a uma maior predisposição a doenças crônicas. No entanto, essa relação deve ser entendida como uma associação, e não como uma relação direta de causa e efeito.
De modo geral, pesquisas sobre microbiota intestinal identificam associações entre a composição do microbioma e diferentes condições de saúde. Ainda assim, existem questões sobre causalidade. Além disso, não há uma definição única de microbiota saudável para todas as pessoas.
Por isso, o paciente não deve interpretar o resultado do exame de forma isolada. Nesse sentido, a avaliação clínica continua necessária para compreender o significado das alterações encontradas.
Envelhecimento e alterações na microbiota
Ao longo da vida, o microbioma sofre alterações naturais. Entre os idosos, essas mudanças podem contribuir para alterações no funcionamento intestinal e para problemas digestivos e funcionais. Consequentemente, também podem afetar a qualidade de vida.
O bom funcionamento intestinal vai além da digestão. Nesse sentido, a microbiota também tem relação com a imunidade e o metabolismo, aspectos considerados importantes para o envelhecimento saudável.
Diante desse cenário, é importante observar alterações intestinais durante o envelhecimento. Da mesma forma, cada caso deve ser considerado individualmente.
Além disso, a presença de sintomas persistentes ou sem diagnóstico definido está entre as situações que podem levar à realização do exame.
Tratamento depende da avaliação individual
A partir dos resultados, o exame de microbiota pode auxiliar o médico na escolha de estratégias de cuidado. Entre as possibilidades citadas, estão dietas ricas em fibras e alimentos fermentados, suplementação estratégica com probióticos e prebióticos e prática regular de exercícios físicos.
Por outro lado, também aparece entre as estratégias a redução de medicamentos que possam ser agressivos à flora intestinal. Essa informação, porém, não significa que o paciente deva interromper ou alterar medicamentos por conta própria.
Nesse caso, a necessidade de modificar qualquer tratamento depende da avaliação do profissional responsável. Além disso, deve considerar as características de cada paciente.
Entre as opções citadas, está a dieta mediterrânea. Ela prioriza o consumo de azeite, grãos integrais, frutas, legumes e nozes. Assim, esse padrão alimentar aparece entre as alternativas relacionadas aos cuidados com a alimentação e a microbiota intestinal.
Da mesma forma, outras intervenções sobre a microbiota intestinal em idosos também são consideradas. Entre elas está o transplante de microbiota intestinal, ou transplante de fezes.
Nesse caso, a médica ressalta a necessidade de avaliação individualizada. Portanto, o procedimento não aparece como uma medida indicada de forma geral para todos os pacientes.
“É preciso cautela em todos os aspectos. Devemos analisar o exame de maneira individualizada. Isso vale para todos, especialmente para os idosos, que têm processos diferentes para cada um. Cada idoso tem o seu processo de envelhecimento”, ressalta a médica.
A declaração, portanto, reforça que o profissional não deve avaliar alterações na microbiota de maneira isolada. Mesmo quando o exame aponta mudanças na diversidade ou na composição bacteriana, a interpretação deve considerar o processo de envelhecimento, os sintomas e as características de cada pessoa.
Hábitos também fazem parte dos cuidados
Além da investigação das alterações da microbiota, hábitos relacionados ao funcionamento intestinal também merecem atenção. Nesse sentido, alimentação rica em fibras, hidratação adequada e atividade física regular aparecem entre as medidas que podem contribuir para reduzir os impactos da constipação e favorecer a qualidade de vida na terceira idade.
Da mesma forma, a hidratação está entre os fatores relacionados à constipação. A baixa ingestão de líquidos aparece entre os elementos associados ao problema. Além disso, manter uma boa hidratação é importante para a saúde de forma geral.
A alimentação também integra as estratégias de cuidado intestinal. Nesse caso, alimentos ricos em fibras e alimentos fermentados aparecem entre as possibilidades. Já a dieta mediterrânea prioriza azeite, grãos integrais, frutas, legumes e nozes.
Por fim, o exame de microbiota funciona como uma ferramenta de apoio à avaliação e ao acompanhamento da saúde intestinal. Ele pode ajudar médicos e pacientes a compreender melhor fatores que influenciam o funcionamento do intestino.
Ao lado dessas estratégias, hábitos saudáveis, como alimentação adequada, hidratação e atividade física regular, podem contribuir para acompanhar alterações intestinais. Dessa maneira, essas medidas também podem auxiliar na busca por estratégias capazes de reduzir os impactos da constipação, especialmente entre pessoas idosas.
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