O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, solicitou na noite desta quinta-feira 24 uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.
A iniciativa ocorre após o próprio presidente da Corte chamar para si a definição sobre a permanência do chefe da instituição no cargo, suspendendo as determinações anteriores dos ministros André Mendonça e Flávio Dino em meio a uma crise sem precedentes no tribunal.
O impasse começou no dia 8 de setembro, quando Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação, sob a acusação de monitoramento ilegal de autoridades.
A medida de Mendonça exigiu a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da Polícia Federal para apurar a produção dos relatórios de inteligência que supostamente realizavam esse acompanhamento.
Em sua defesa apresentada a Fachin, Andrei afirmou que a instituição não monitorou Mendonça e defendeu a atuação dos serviços de inteligência.
Para referendar a suspensão preventiva dos policiais, Mendonça convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF na própria terça-feira. A maioria dos integrantes do colegiado votou a favor da medida, mas o julgamento acabou suspenso devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
No dia seguinte ao impasse na turma, o ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei e Leandro aos seus postos, o que levou Fachin a intervir para sustar as ordens e consultar a PGR.
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Créditos do autor: Maiara Marinho
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