Tempo de Leitura: 5 minutos

Dois meses após a implantação, o Fast Track da UPA 24h de Simões Filho reduziu o tempo de espera de pacientes de menor gravidade de até quatro horas para 15 a 20 minutos, segundo informações da gestão da unidade. A modalidade começou a funcionar em 15 de junho de 2026.

A estratégia reorganiza o fluxo de atendimento para usuários classificados nas categorias verde e azul do protocolo de classificação de risco. Segundo a unidade, esses pacientes representam mais de 80% de todos os atendimentos realizados no local.

A UPA de Simões Filho tem gestão do Instituto de Soluções Estratégicas em Gestão (ISEG). O Fast Track concentra o atendimento dos casos de menor gravidade em um fluxo específico, sem alterar a prioridade dos pacientes que apresentam maior risco clínico.

Como funciona o Fast Track na UPA

O Fast Track utiliza a classificação de risco para organizar o atendimento de pacientes com quadros de menor gravidade. As categorias verde e azul indicam casos que, dentro do protocolo adotado, apresentam menor prioridade clínica em relação aos pacientes classificados com maior gravidade.

A classificação considera a condição clínica de cada pessoa. Por isso, a ordem de chegada não determina sozinha a prioridade de atendimento.

Segundo Victor Marchesine, médico que acompanha o projeto desde a fase-piloto, a iniciativa surgiu a partir de uma orientação do Ministério da Saúde para lidar com o alto fluxo de pacientes que chegam às unidades de urgência com sintomas simples ou de fácil resolução.

“Como a classificação de risco é feita de acordo com a gravidade, muitos pacientes com gravidade menor acabavam tendo um tempo de espera muito maior. O Fast Track permite a inclusão desses pacientes no atendimento médico, para que sejam acolhidos com anamnese, investigação clínica e diagnóstico”, explica.

Dessa forma, o Fast Track não significa que o paciente deixa de passar por avaliação médica. O fluxo mantém etapas como acolhimento, anamnese, investigação clínica e diagnóstico, conforme explicou o médico.

Imagem: Divulgação

Tempo de espera chega a 15 a 20 minutos

A redução do tempo de espera aparece como um dos principais resultados apontados pela gestão da unidade após a implantação da estratégia.

Marchesine relata que, no início do projeto, a fila chegou a registrar quatro horas de espera. Segundo ele, o tempo caiu para entre 15 e 20 minutos no período atual.

“Quando eu cheguei aqui, no primeiro mês, a fila era muito grande – o tempo de espera chegava a quatro horas. Hoje, estamos em 15 a 20 minutos”, afirma Victor Marchesine, médico que acompanha o projeto desde a fase-piloto.

Os tempos informados pela unidade e pelo profissional não vêm acompanhados, no material divulgado, da metodologia utilizada para calcular a espera. Também não há detalhamento sobre o período exato de comparação, o número de atendimentos analisados ou a média registrada em cada etapa.

Por isso, os dados representam o resultado informado pela gestão da UPA, sem permitir uma avaliação independente da evolução do indicador.

A unidade também não detalha se todos os pacientes classificados nas categorias verde e azul entram automaticamente no Fast Track durante o horário de funcionamento. O material disponível não informa se existem critérios adicionais para encaminhar o paciente ao fluxo específico.

Mais de 80% dos atendimentos

De acordo com a gestão, os pacientes classificados nas categorias verde e azul representam mais de 80% da demanda da unidade.

Esse perfil de atendimento ajuda a explicar a criação de um fluxo específico para os casos de menor gravidade. Ao separar parte dessa demanda, o serviço busca organizar o atendimento de acordo com a prioridade clínica de cada paciente.

O material divulgado, no entanto, não apresenta uma série histórica que permita comparar a participação dos pacientes verdes e azuis antes e depois da implantação do Fast Track. Também não informa o período utilizado para chegar ao percentual de mais de 80%.

Classificação de risco define prioridade

A classificação de risco organiza o atendimento de acordo com a gravidade do quadro apresentado pelo paciente. O objetivo é identificar situações que exigem atendimento mais rápido e estabelecer prioridades dentro do serviço de urgência.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) explica que a classificação de risco integra a organização do atendimento nas unidades de urgência. A metodologia permite identificar situações de maior gravidade e direcionar a assistência conforme a necessidade clínica.

Veja as informações da Sesab sobre classificação de risco

O Ministério da Saúde também utiliza a classificação de risco como parte da organização do atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h).

Confira as informações do Ministério da Saúde sobre as UPA 24h

Assim, pacientes com maior gravidade mantêm prioridade sobre aqueles que apresentam quadros de menor urgência, independentemente da ordem de chegada.

Atendimento funciona em três dias da semana

O Fast Track funciona atualmente às segundas, terças e quartas-feiras, das 7h às 19h.

A gestão escolheu esses dias por concentrarem o maior fluxo de pacientes na unidade. A estratégia busca reorganizar justamente os períodos de maior demanda.

A UPA mantém atendimento de urgência e emergência 24 horas. O Fast Track, por sua vez, funciona dentro do horário específico definido pela gestão para esse fluxo.

Pesquisa aponta satisfação dos usuários

Além do tempo de espera, a unidade acompanha a satisfação dos usuários. No primeiro dia de funcionamento do Fast Track, 100% dos participantes da pesquisa avaliaram o atendimento como excelente ou bom, segundo a gestão.

O índice ficou acima da meta contratual de 85%, também conforme informação apresentada pela administração da unidade.

A pesquisa inicial teve uma amostra pequena. O material divulgado não informa quantas pessoas participaram do levantamento. Por isso, o resultado de 100% não deve ser interpretado como uma avaliação geral de todos os usuários da UPA.

Segundo a gestão, o indicador apontou uma evolução positiva em relação aos períodos anteriores. Para confirmar essa comparação, seria necessário consultar a série histórica completa do índice de satisfação.

Educação em saúde também faz parte da estratégia

A UPA mantém ações permanentes de educação em saúde nas salas de espera. A equipe explica aos usuários como funciona a classificação de risco e quais critérios definem a prioridade clínica.

A iniciativa busca facilitar a compreensão sobre o fluxo de atendimento em serviços de urgência e emergência. Dessa forma, os pacientes podem entender por que pessoas que chegaram depois podem receber atendimento antes, dependendo da gravidade de cada caso.

A unidade também acompanha continuamente os indicadores de satisfação e o perfil da demanda. A gestão utiliza essas informações para orientar decisões e promover ajustes no funcionamento do serviço.

Segundo a administração, esse acompanhamento segue os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e as diretrizes previstas no Contrato de Gestão.

Imagem: Divulgação

Serviço

Fast Track – UPA 24h de Simões Filho

  • Funcionamento: segundas, terças e quartas-feiras
  • Horário: das 7h às 19h
  • Início: 15 de junho de 2026
  • Gestão: Instituto de Soluções Estratégicas em Gestão (ISEG)
  • Unidade: UPA 24h de Simões Filho

 

 

 

 

 

 

 

Transparência editorial: Conteúdo produzido e revisado pela equipe do  ComSaúde Notícias, com apoio de inteligência artificial em recursos visuais, organização e checagem de informações. A apuração e a responsabilidade editorial são do Portal.

Fonte: clique aqui.

Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!