A senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL-DF) vai ampliar sua participação na campanha do enteado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no segundo turno da eleição presidencial. A estratégia prevê viagens a quatro ou cinco capitais, com Manaus entre os destinos avaliados, além de cidades como Salvador e João Pessoa.

A definição das cidades deverá levar em conta principalmente a logística. Michelle pretende realizar viagens de ida e volta no mesmo dia, utilizando voos comerciais, para conciliar a campanha com a permanência em Brasília, onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A ideia é manter uma agenda própria, sem integrar permanentemente a comitiva de Flávio, mas participar de atos específicos ao lado do candidato.

Parte das viagens deve ser feita com a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF), em uma estratégia voltada especialmente à mobilização de mulheres e do eleitorado evangélico. Michelle também pretende utilizar a estrutura do PL Mulher e sua rede de lideranças femininas construída nos últimos anos. 

A entrada mais efetiva de Michelle na campanha teria sido estimulada por Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (7), durante reunião da bancada eleita do partido em Brasília, ela anunciou que pretende intensificar a atuação na reta final e fez um apelo pela mobilização das mulheres.

A primeira agenda dessa nova fase está prevista para sábado (10), com uma carreata em Formosa, em Goiás. Manaus também é considerada estratégica, onde Michelle poderá reforçar simultaneamente a candidatura presidencial e a campanha de Professora Maria do Carmo ao governo do Amazonas. 

A movimentação representa uma mudança em relação ao primeiro turno, quando Michelle concentrou seus esforços na própria eleição para o Senado pelo Distrito Federal. Com a vaga já assegurada, ela passa a ter maior disponibilidade para percorrer estados durante as três semanas que antecedem a votação de 25 de outubro.

A ofensiva ocorre em paralelo à ampliação da base política de Flávio. A federação União Brasil e PP, o Republicanos, o Novo e o Podemos declararam apoio à candidatura, enquanto lideranças como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também anunciaram apoio no segundo turno.

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