Novo presidente da comissão diz que Hugo Motta assumiu protagonismo do debate e cobra celeridade
A Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 será uma das prioridades da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A afirmação é do novo presidente do colegiado, deputado federal pela Bahia, Leur Lomanto Júnior (União Brasil), que sinalizou que o relator da matéria será escolhido logo após o Carnaval.
Segundo o parlamentar, a iniciativa partiu diretamente do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que decidiu assumir o protagonismo da discussão e determinou que o tema avance ainda no primeiro semestre legislativo.
Relatoria e cronograma
Leur Lomanto explicou que a definição do relator e do calendário de tramitação ficará para depois do recesso de Carnaval. A expectativa é que, superada a fase de negociações com representantes do setor produtivo e entidades ligadas aos trabalhadores, o texto esteja pronto entre maio e junho.
De acordo com o presidente da CCJ, o objetivo é estruturar um cronograma que permita amplo debate antes da apresentação do parecer. A comissão pretende ouvir tanto a classe trabalhadora quanto o setor empresarial, buscando reduzir resistências e evitar impasses políticos.
Pauta nacional e sem polarização
O deputado baiano reforçou que a PEC não deve ser tratada como instrumento de disputa entre governo e oposição. Para ele, a discussão precisa ser conduzida como uma pauta de interesse nacional, com o Congresso exercendo papel central no processo.
Leur destacou que o país já enfrenta um ambiente político excessivamente polarizado e que a proposta exige maturidade institucional. A avaliação é de que o impacto da mudança na jornada de trabalho alcança diretamente milhões de brasileiros e precisa ser analisado com responsabilidade.
Proposta avança com aval da cúpula da Câmara
A PEC que trata do fim da escala 6×1 é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e vem ganhando espaço no debate público e parlamentar. Com o aval explícito do presidente da Câmara e a disposição da CCJ em acelerar o trâmite, o texto passa a integrar oficialmente a agenda prioritária do Legislativo.
A condução do tema pelo Congresso, segundo aliados da Mesa Diretora, busca evitar que a discussão fique restrita a narrativas ideológicas e garanta que a decisão final reflita equilíbrio entre direitos trabalhistas e impactos econômicos.
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