Uma nova pesquisa nacional revela um retrato contundente da política partidária brasileira: apesar de 26 partidos estarem aptos a disputar eleições no país, apenas duas siglas apresentam real apelo popular entre os eleitores do PT e o PL.
O levantamento inédito do Ipsos-Ipec, realizado entre os dias 5 e 9 de março com 2.000 entrevistados em todas as regiões do Brasil, aponta que 27% dos brasileiros declaram preferência ou simpatia pelo PT, partido do presidente Lula da Silva (PT). Já o PL, legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aparece com 19%.
Os números indicam que, mesmo com a multiplicação de siglas ao longo das últimas décadas, o sistema partidário brasileiro segue polarizado entre duas forças políticas que concentram a maior identificação popular.
Demais partidos
Após PT e PL, o levantamento mostra um abismo de popularidade entre as demais legendas.
O PSOL e o MDB aparecem empatados com 2% de preferência ou simpatia do eleitorado.
Outros partidos tradicionais da política nacional registram apenas 1% de identificação entre os entrevistados. Estão nesse grupo o Novo, PDT, PSD, PSB, Republicanos, União Brasil e o Cidadania.
Os demais 15 partidos registrados no país sequer foram mencionados pelos entrevistados, o que evidencia o baixo nível de identificação da população com grande parte das siglas existentes.
Rejeição nos mesmos partidos
A pesquisa também mediu a rejeição partidária, perguntando aos entrevistados em quais partidos eles não votariam de jeito nenhum.
Curiosamente, as duas siglas com maior popularidade também lideram nesse quesito. O Partido dos Trabalhadores aparece com 37% de rejeição, enquanto o Partido Liberal registra 19%.
O resultado reforça a polarização política que domina o cenário brasileiro, em que as duas maiores forças partidárias mobilizam tanto apoio quanto resistência entre os eleitores.
Especialistas avaliam que o quadro revela um sistema partidário numeroso, mas com baixa conexão popular na maioria das siglas. Apesar da existência de mais de duas dezenas de partidos com registro na Justiça Eleitoral, apenas dois conseguem mobilizar apoio relevante no eleitorado nacional.
O fenômeno também evidencia como a política brasileira permanece fortemente marcada pela disputa entre os campos associados a Lula e Bolsonaro, que seguem como os principais polos de identificação política do país.
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