Uma movimentação financeira considerada atípica colocou no radar das autoridades uma empresa ligada à esposa de um secretário do governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, uma floricultura associada à esposa de um integrante do primeiro escalão estadual teria recebido cerca de R$ 36 milhões em repasses vinculados ao Banco Master.

O caso já estaria sendo analisado pela Polícia Federal, que investiga a origem e a finalidade das movimentações financeiras.

Movimentação milionária chama atenção

De acordo com as informações divulgadas, os repasses teriam ocorrido entre junho e novembro de 2025, período em que a empresa registrou valores considerados incomuns para o setor de floricultura.

Nos bastidores, a cifra passou a gerar questionamentos. O ramo de atividade da empresa, tradicionalmente voltado à venda de arranjos e fornecimento de flores para eventos, dificilmente movimenta montantes nestes valores.

A discrepância entre o volume financeiro e o perfil do negócio despertou curiosidade entre parlamentares, assessores e operadores do meio político, em contato com o #Acesse Política..

Perguntas sem resposta

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o período em que os supostos repasses ocorreram não coincide com algumas das principais festas populares e religiosas que costumam demandar grande quantidade de flores na Bahia.

Eventos como a Festa de Iemanjá e a Lavagem do Bonfim, que movimentam grande volume de arranjos florais, acontecem tradicionalmente no início do ano, antes do período em que a movimentação financeira teria sido registrada.

A pergunta que passou a circular de forma recorrente nos grupos de WhatsApp foi como uma floricultura poderia movimentar cerca de R$ 36 milhões em poucos meses?

Investigação em andamento

Segundo relatos divulgados pela imprensa, a Polícia Federal analisa a natureza das transações, os contratos envolvidos e o fluxo de recursos que chegaram à empresa ligada à familiar de integrante do governo estadual.

Até o momento, não há confirmação pública sobre eventual irregularidade nas operações. O foco da investigação é esclarecer a origem dos valores, o motivo dos repasses e se houve alguma relação com contratos ou operações financeiras envolvendo o setor público.

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