O deputado Odair Cunha (PT-MG) foi eleito pelo plenário da Câmara, nesta terça-feira (14), para ocupar uma vaga de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União). Com um apoio amplo de 12 partidos da base do governo, ele conseguiu a vitória com 303 votos.

Para ser eleito, ele precisava de um maioria simples, ou seja, 257 votos. A disputa, em votação secreta, contou com outros cinco parlamentares, já que Adriana Ventura (Novo-SP) desistiu da candidatura pouco antes da eleição, na tentativa de compor maioria contra Cunha.

Antes da votação, lideranças da oposição orquestraram sem sucesso um afunilamento de votos em torno de Soraya Santos, na esperança de que ela conseguisse vencer Odair Cunha.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intercedeu no processo eleitoral e se reuniu com candidatos para convencê-los a desistir do pleito em favor de Soraya.

Na segunda-feira (13), os sete deputados indicados pelas bancadas partidárias iniciaram as campanhas pelos corredores da Câmara. Banners foram posicionados em entradas estratégicas. Deputados também contrataram pessoas para realizar panfletagens com material de divulgação de suas propostas.

Na CFT, a sabatina dos candidatos durou quase 5 horas. Os temas principais envolveram as emendas partidárias e fiscalização dos recursos públicos. Os candidatos deram foco para o lado técnico do debate e buscaram se descolar de questões ideológicas em busca de maior apoio.

A escolha com um formato de sabatina em comissão não é comum. Foi realizada pela última vez em 2011. Hugo Motta, no entanto, determinou a realização neste ano como uma das etapas antes da votação no plenário.

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