A montagem da chapa majoritária governista na Bahia virou um enigma político, marcado por convites velados, recuos estratégicos e sinais contraditórios nos bastidores do poder.

No centro desse impasse está a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), apontada como nome forte para ocupar a vaga de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Convite que ninguém assume

Nos bastidores, a situação é descrita como um jogo ambíguo: o convite para a vice existe, mas não é oficializado com clareza. Ao mesmo tempo em que setores do PT demonstram interesse no nome de Ivana, a articulação evita exposição pública.

O cenário é de “confirma, mas não espalha; desmente, mas mantém”, como registra a coluna do A Tarde, refletindo a dificuldade do grupo governista em fechar a composição.

Ivana resiste e mantém posição

Diferente de outros momentos da política, Ivana Bastos tem adotado postura firme. A deputada não demonstra interesse em deixar o comando da Assembleia para assumir o posto de vice-governadora.

A leitura política é pragmática: enquanto a vice pode representar um papel secundário no Executivo, a presidência da AL-BA garante poder direto, articulação e influência sobre o andamento do governo. Nem citamos os recursos bilionários.

Disputa interna no grupo governista

A resistência de Ivana também escancara as divisões dentro da base aliada. O PT ainda busca um nome que equilibre forças políticas e satisfaça diferentes correntes internas.

A indefinição da vaga de vice se soma a outras disputas, ampliando o desgaste interno e dificultando a consolidação da chapa para buscar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

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