Encontro celebra liberdade de expressão e reúne presidente dos EUA e repórteres que fazem o acompanhamento diário das notícias a partir da Casa Branca

O jantar de sábado (25.abr.2026) entre jornalistas e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi organizado pela WHCA (“White House Correspondents Association”). A forma mais correta de traduzir o nome dessa entidade privada é “Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca”. É que “correspondent”, em inglês, não pode ser traduzido como “correspondente”, em português. São falsos cognatos: palavras que têm etimologicamente uma origem comum, grafias quase idênticas, mas que evoluíram de forma diferente em determinados idiomas.

Nos EUA, um jornalista que atua num determinado setor para acompanhar um assunto do noticiário é chamado de “correspondent”. Dessa forma, há os “White House correspondents”, os “Pentagon correspondents”, os “Supreme Court correspondents”.

Em português, a palavra “correspondente” é usada para quando um jornalista atua em alguma outra cidade, Estado ou país diferente de onde está a sede do veículo que representa. Por exemplo, o Poder360 tem um profissional formalmente contratado que envia notícias a partir de Pequim, na China. É o correspondente em Pequim, Eric Napoli, cujas reportagens saem, em geral, na editoria Poder China.

No jargão do jornalismo brasileiro, o profissional que atua como repórter no Palácio do Planalto, no Ministério da Fazenda, no Banco Central ou no Palácio dos Bandeirantes é chamado de “setorista de Planalto”, “setorista da Fazenda”, “setorista do Banco Central” ou “setorista do Palácio dos Bandeirantes”.

No caso da “White House Correspondents Association”, podem se associar os jornalistas que são setoristas da Casa Branca. Segundo o grupo, são integrantes da associação cerca de 900 jornalistas de forma individual e 300 meios de comunicação.

A WHCA foi criada por jornalistas em 25 de fevereiro de 1914, como resposta a uma declaração do então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, que em 1913 disse que poderia acabar com a tradição de participar de entrevistas para jornalistas, pois “certos jornais vespertinos” (sem dizer quais) estariam publicando frases que ele considerava ter dado de forma reservada.

O 1º jantar anual da WHCA foi realizado em 7 de maio de 1921 no Arlington Hotel, na esquina da avenida Vermont com a rua L, em Washington. O então presidente dos EUA, Warren G. Harding, não foi ao evento. O 1º presidente norte-americano a participar do jantar foi Calvin Coolidge, em 1924.

Ao longo dos anos, o jantar anual da WHCA se tornou uma tradição do mundo político norte-americano, na capital do país. O local do evento muda de tempos em tempos. É sempre uma oportunidade para o presidente do país falar de maneira mais descontraída, ouvir e contar piadas.

Essas oportunidades são vistas como uma celebração da liberdade de expressão, um dos direitos mais populares no país e consagrado em 1791 pela 1ª emenda à Constituição dos EUA, que impede o Congresso de criar leis que limitem a liberdade de expressão, imprensa, reunião, religião e petição ao governo.

Além do chefe do Executivo, o encontro anual da WHCA teve a lista de convidados cada vez mais ampliada. Muitos integrantes da equipe de governo participam, bem como políticos dos 2 partidos mais relevantes dos EUA, o democrata e o republicano.

Donald Trump nunca havia participado desses jantares no seu 1º mandato (2017-2021) e, no sábado, 25 de abril de 2026, faria seu 1º discurso aos setoristas da Casa Branca como chefe do Executivo do país.

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