O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, subiu o tom contra os Estados Unidos ao afirmar que o país está se preparando para uma possível agressão liderada pelo governo de Donald Trump. A declaração foi feita nesta sexta-feira (20), durante encontro com ativistas estrangeiros em Havana, em meio ao agravamento das tensões entre os dois países.
Segundo Díaz-Canel, Washington já teria esgotado todas as formas de pressão contra a ilha caribenha, restando apenas uma tentativa direta de desestabilização do regime. “A única opção que resta seria tomar o poder e destruir tudo”, afirmou o líder cubano, em referência às políticas adotadas pela Casa Branca.
Estratégia de defesa e discurso de resistência
Diante do cenário, o governo cubano anunciou a adoção de um plano baseado no conceito de “guerra de todo o povo”, estratégia tradicional da doutrina militar da ilha. Díaz-Canel destacou que a medida tem caráter defensivo e visa preparar a população para um eventual conflito.
O presidente também reforçou a unidade do regime comunista, destacando a influência contínua de Raúl Castro nas decisões estratégicas. Segundo ele, a liderança revolucionária segue coesa diante das pressões externas.
Crise econômica e bloqueio
O endurecimento do discurso ocorre em um momento de forte crise econômica em Cuba, agravada por medidas recentes dos Estados Unidos, incluindo restrições energéticas e bloqueios que afetam diretamente o abastecimento de petróleo na ilha.
Nos bastidores, há relatos de que o governo americano teria condicionado negociações a uma eventual saída de Díaz-Canel do poder, hipótese rechaçada por autoridades cubanas. O vice-ministro das Relações Exteriores do país afirmou que o sistema político local “não está em negociação”.
A nova troca de acusações reacende o clima de Guerra Fria na região e coloca Cuba novamente no centro de um embate geopolítico com Washington.
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