Ex-presidente Rumen Radev lidera o partido que abocanhou 44,7% dos votos e alcançou maioria no parlamento búlgaro
O partido do ex-presidente pró-Rússia da Bulgária, Rumen Radev, venceu as eleições parlamentares realizadas no domingo (19.abr.2026). Com 91,7% das seções eleitorais apuradas no site da Comissão Eleitoral Central da Bulgária, a legenda de centro-esquerda, Bulgária Progressista, soma 1,3 milhão de votos, 44,7% do total.
O 2º colocado, o partido GERB (centro-direita), do ex-primeiro-ministro Boyko Borissov, somou 395,5 mil votos, o equivalente a 13,4%. Borissov admitiu a vitória de Radev, que agora se tornará primeiro-ministro do país e com maioria no parlamento. Mesmo com menos da metade do total de votos, a Bulgária Progressista soma mais do que os outros partidos que conseguiram bater o limite eleitoral.
COMO FUNCIONAM AS ELEIÇÕES NA BULGÁRIA
Na Bulgária, os eleitores não votam diretamente em um presidente ou líder do governo, mas em partidos ou coalizões de partidos.
As cadeiras são distribuídas de forma proporcional entre os grupos conforme a quantidade de votos recebidos. O grupo que conseguir maioria indica o primeiro-ministro, chefe de governo.
Com o resultado das eleições, Radev será o chefe de Estado. Ele precisará, porém, formar uma coalizão para ter um governo majoritário.
QUEM É RADEV
Radev foi presidente da Bulgária por 9 anos e renunciou ao cargo em janeiro de 2026 para concorrer ao posto de primeiro-ministro. Ele é ex-piloto de caça e ex-comandante da Força Aérea.
Seu posicionamento pró-Rússia contrasta com o restante da União Europeia. Embora denuncie oficialmente a agressão de Moscou, o ex-presidente se opõe ao envio de ajuda militar à Ucrânia.
PROMESSAS
A eleição de domingo (19.abr) foi convocada depois da renúncia do primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov (GERB), em dezembro, que se deu durante uma onda de protestos populares contra a corrupção no governo. Essa foi a 8ª eleição em 5 anos no país. Radev foi um dos principais incentivadores dos protestos que levaram à saída de Zhelyazkov.
Na campanha, o ex-presidente prometeu erradicar a corrupção e acabar com uma espiral de governos fracos e efêmeros.
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