Um vídeo que circulou nas redes sociais neste domingo (19) colocou novamente no centro do debate político baiano o nome do deputado estadual Binho Galinha (Avante), preso sob suspeita de envolvimento em crimes investigados pela polícia. As imagens mostram um trio elétrico em circulação no bairro de Baraúna, em Feira de Santana, exibindo uma faixa de apoio ao parlamentar.

A manifestação pública ocorre em meio ao avanço das investigações da Operação Estado Atômico, que apura a possível atuação de uma milícia na região, com o deputado sendo apontado como figura central no esquema. Apesar da prisão, aliados mantêm articulações políticas e sinalizam a intenção de manter sua candidatura à reeleição.

O episódio reforça a complexidade do cenário eleitoral local, onde, mesmo diante de investigações graves, demonstrações de apoio popular continuam ocorrendo. A presença de um trio elétrico, elemento tradicional em mobilizações de grande alcance na Bahia, amplia o alcance político e simbólico do ato.

Nos bastidores, a movimentação também evidencia a reorganização partidária do parlamentar. Recentemente, Binho Galinha se filiou ao Avante, após ter sua ligação com o antigo partido interrompida em meio à repercussão negativa do caso.

A exibição da faixa levanta questionamentos sobre os limites entre manifestação política e o impacto de investigações judiciais no processo democrático. Especialistas apontam que, mesmo sob custódia, não há impedimento automático para candidaturas, o que mantém o cenário em aberto.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades e deve continuar influenciando o debate político em Bahia, especialmente em um momento de pré-campanha, em que narrativas, apoios e posicionamentos ganham peso estratégico na disputa eleitoral.

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