Pré-candidato à Presidência do Novo quer reforma da Previdência que sobe tempo de contribuição de acordo com a expectativa de vida

O pré-candidato à Presidência do Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, disse neste domingo (3.mai.2026) que quer impedir o reajuste do salário mínimo e aposentadorias acima da taxa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação.

Atualmente, o piso dos benefícios previdenciários está atrelado ao valor do salário mínimo, que é corrigido por até 2,5% acima da inflação. Zema defende que o aumento seja concedido somente até a variação do IPCA.

Não podemos estar dando ganhos reais de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado, na minha opinião, é algo que o Brasil não comporta, mas o aposentado merece todo respeito”, disse Zema. Ele concedeu entrevista ao Canal Livre, transmitida neste domingo (3.mai.2026).

O ex-governador declarou que a queda na taxa de juros provocada por seu pacote fiscal, que inclui a privatização de estatais, vai aumentar investimento no setor produtivo e viabilizar um aumento natural nos salários.

“O salário mínimo hoje, em grandes cidades, no Sul e Sudeste, é uma mera referência. Pouquíssimas pessoas ganham”, declarou. Zema disse que o mercado “define” qual será o ganho real.

Ele declarou que também é favorável a um salário mínimo regional por causa das diferenças dos Estados.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Zema quer implementar uma reforma da Previdência Social que tenha um “gatilho” automático para aumentar o tempo de contribuição necessário do trabalhador à medida que a expectativa de vida aumenta.

Ele afirmou que o tema foi discutido na reforma da Previdência no governo Jair Bolsonaro (PL), mas “infelizmente” não foi adotado, segundo ele.

“Nós vamos precisar aumentar, sim, o tempo de contribuição. É fundamental”, disse.

Zema é pré-candidato do Novo à Presidência da República. Levantamento da AtlasIntel divulgado na 3ª feira (28.abr.2026) mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empata nos cenários de 2º turno contra o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o ex-governador de Minas Gerais.

Levantamento da Quaest publicado na 3ª feira (28.abr.2026) revelou que 52% dos eleitores de Minas Gerais dizem aprovar a gestão do ex-governador do Novo no Estado.

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