Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) aponta que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso.
Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados defendem a mudança no sistema de jornada de trabalho. Outros 22% se declararam contrários à proposta, enquanto 7% afirmaram não ser nem favoráveis nem contrários. Já 3% não souberam ou preferiram não responder.
Apesar do apoio majoritário, os números indicam uma leve queda em relação à pesquisa anterior sobre o tema. No levantamento passado, 72% apoiavam o fim da escala 6×1. O percentual dos contrários também recuou, passando de 24% para 22%.
A pesquisa revela ainda que o debate tem alcançado ampla repercussão nacional. De acordo com os dados, 43% dos entrevistados afirmaram acompanhar de perto as discussões no Congresso Nacional sobre a mudança na jornada de trabalho.
Outros 29% disseram ter ouvido falar do assunto ou acompanhar pouco o debate, enquanto 27% afirmaram não acompanhar a discussão. Apenas 1% não respondeu.
O cenário muda significativamente quando os entrevistados são questionados sobre a possibilidade de redução salarial ligada ao fim da escala 6×1.
Neste caso, 56% passam a se posicionar contra a mudança no modelo de jornada caso ela resulte em diminuição dos salários. O apoio à proposta cai de 68% para 39% quando há perspectiva de perda na remuneração.
O levantamento também detalhou a opinião dos eleitores de acordo com o voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022.
Entre os eleitores do presidente Lula da Silva (PT), 77% apoiam o fim da escala 6×1, enquanto 14% são contrários.
Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o cenário aparece mais dividido. Segundo a pesquisa, 48% apoiam o fim da jornada atual e 39% se posicionam contra.
A discussão sobre a redução da jornada de trabalho ganhou força no Congresso Nacional nas últimas semanas, especialmente após o avanço da proposta de emenda à Constituição relatada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial.
A pesquisa Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas em 120 municípios brasileiros entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03598/2026.
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