A Maternidade Regional de Camaçari (MRC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) sob gestão da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), promoveu, nesta segunda-feira (18), um momento de acolhimento e orientação para pacientes e acompanhantes da unidade.

Com o tema ‘Dignidade e proteção: fortalecendo mulheres através da informação e do acolhimento’, a iniciativa abordou temas relacionados à maternidade segura, à proteção jurídica e saúde mental na gravidez, além dos tipos de violência à mulher e seu papel na sociedade. A ação integrou a programação do ‘III Workshop Anual de Serviço Social’, promovido pela MRC com foco no fortalecimento do cuidado humanizado e na qualificação das práticas de assistência. Parte da programação foi voltada aos trabalhadores da unidade e ainda contou com debates sobre racismo estrutural, atenção humanizada e redução de danos na política de saúde, realizados nos dias 14 e 15 de maio.

A coordenadora do Serviço Social da MRC, Cássia Jesus de Souza, destacou a importância de ampliar o olhar do cuidado para além da assistência em saúde. De acordo com a profissional, muitas das demandas apresentadas pelas pacientes envolvem questões sociais, emocionais e de proteção de direitos, o que exige uma atuação acolhedora por parte da equipe. “É muito importante promover espaços de diálogo sobre temas que atravessam a política de saúde e fazem parte da realidade das pacientes atendidas na maternidade. Muitas dessas demandas chegam diariamente ao Serviço Social, o que reforça a necessidade de um cuidado ampliado, atento não apenas à assistência clínica, mas também às questões sociais, emocionais e de proteção das mulheres”, afirmou.

A palestrante e coordenadora do Núcleo Jurídico da Secretaria da Mulher de Camaçari, Andressa Arruda, ressaltou a importância de uma rede de cuidado integrada, especialmente diante de contextos de violência doméstica e familiar, os quais muitas vezes se intensificam durante a gestação e o puerpério. “A maternidade não pode ser atravessada pelo medo, pelo abandono ou pela violência. Por isso, disseminar informação é também uma ferramenta de proteção. Muitas mulheres sequer conseguem identificar inicialmente que estão vivenciando violência psicológica, patrimonial ou institucional”, exemplificou. “Quando a informação chega de forma acessível, humanizada e preventiva, ela também se transforma em possibilidade de ruptura de ciclos de violência, fortalecimento da autonomia e acesso a direitos”, complementou.

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