Dass iniciou operação da Dasstex; país vizinho atrai empresas brasileiras com carga menor e regime de maquila
O Grupo Dass, empresa brasileira que fabrica produtos esportivos para marcas como Nike e Adidas, começou a operar no Paraguai com a Dasstex, unidade voltada à produção de confecções. Em comunicado institucional, a companhia afirmou que a entrada no país vizinho faz parte de sua estratégia de crescimento regional e fortalecimento da produção.
Segundo o jornal paraguaio La Nación, o projeto é resultado de uma parceria entre o Grupo Dass e o Grupo Texcin. A iniciativa terá investimento de US$ 40 milhões e deve gerar mais de 600 empregos no Paraguai. A produção será realizada na planta da Texcin, onde funcionará a Dasstex.
O ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, disse ao La Nación que o país recebe investidores brasileiros ligados a marcas como Fila e Umbro, além de fabricantes que atendem empresas globais como Nike, Asics e Champion. Segundo o jornal, a produção terá inicialmente o mercado brasileiro como destino, mas o projeto também mira o mercado paraguaio e outros países da América Latina.
A chegada do Grupo Dass ao Paraguai se soma ao movimento de empresas brasileiras atraídas pelo regime de maquila. Desde 2007, 232 companhias brasileiras passaram a produzir no país vizinho. Elas representam 70% das mais de 320 empresas estrangeiras instaladas no Paraguai, com foco em produção voltada à exportação.
A principal diferença está no custo de produção. Enquanto impostos e encargos trabalhistas no Brasil chegam, em média, a 80% sobre a produção, no Paraguai ficam em 12%. O custo de um funcionário com carteira assinada é 40% menor do que no Brasil.
Eis alguns dados sobre a presença brasileira no Paraguai:
- 232 empresas brasileiras passaram a operar no país desde 2007;
- empresas brasileiras representam 70% das estrangeiras no regime de maquila;
- essas companhias empregam 25 mil pessoas;
- o Brasil é destino de 64% das exportações das maquiladoras brasileiras;
- a Argentina aparece em 2º lugar, com 14%, e a Holanda em 3º, com 7%;
- as maiores maquiladoras brasileiras exportaram US$ 1,3 bilhão em 2025.
As maquiladoras brasileiras têm forte presença em setores como alimentos, confecções, tecidos, peças automotivas, alumínio, eletrônicos, plásticos, produtos químicos e farmacêuticos. As maiores exportadoras com sede no Brasil venderam US$ 1,3 bilhão em 2025 a partir do Paraguai. A Ball, fabricante de latas de alumínio, liderou o ranking, com US$ 263 milhões exportados.
O levantamento também mostra diferenças trabalhistas entre os 2 países. No Paraguai, a jornada é de 48 horas semanais. No Brasil, é de 44 horas. O país vizinho não tem FGTS, seguro-desemprego, PIS/Pasep nem Sistema S. O vale-transporte não é obrigatório.
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