A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, por suposta propaganda eleitoral antecipada negativa em razão de um vídeo produzido com inteligência artificial que faz paródia do filme Top Gun.
De acordo com a petição, o material associa indevidamente o Partido dos Trabalhadores ao crime organizado e utiliza as técnicas de deep fake para atingir adversários políticos, comprometendo a integridade do processo eleitoral.
Na gravação, Flávio aparece junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, em um cenário de combate militar “metralhando” dois barcos com as siglas das facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.
Após “metralhar” as embarcações das facções, o barco identificado como sendo do PT dá meia-volta e evita o confronto. O vídeo foi divulgado dias após os Estados Unidos classificarem esses grupos como organizações terroristas, e logo após um encontro do senador com o presidente Donald Trump.
A publicação foi acompanhada da legenda: “Na próxima quinta-feira eu vou dar uma péssima notícia para o CV, o PCC e o PT. Me aguardem”. Tratou-se, na verdade, de um pré-anúncio do lançamento do plano de segurança pública “Brasil sem Medo”, apresentado por Flávio na última quinta-feira 18. O conjunto de propostas reúne 12 medidas voltadas para a área de segurança pública.
O pedido apresentado ao TSE é para que a publicação seja removida em até 24 horas e que o adversário de Lula na briga pelo Palácio do Planalto seja condenado ao pagamento de 30 mil reais em multa. A representação da Federação Brasil da Esperança também busca proibir Flávio de divulgar conteúdos semelhantes.
Em nota, a pré-campanha do senador afirmou que a legenda tenta impor “censura” ao material. O comunicado alega que o vídeo tem “aviso transparente de que foi produzido por inteligência artificial” e diz que o conteúdo incomoda “quem não se importa com a segurança pública nacional”.
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Créditos do autor: Wendal Carmo
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação




































