A Procuradoria-Geral da República negou, nesta quinta-feira 25, o pedido feito pelo ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, de firmar o acordo de confidencialidade para dar início formal às tratativas da delação premiada. O empresário é investigado por participar de uma engrenagem criminosa estruturada para viabilizar a venda de carteiras fictícias do Banco Master ao BRB.
No documento, Paulo Gonet destaca que o acordo deve contribuir para “o desfecho correto do processo” com a apresentação, pelo colaborador, “de dados que conduzam à descoberta e à obtenção de provas de infrações penais, com identificação dos seus autores” e que “atente à dimensão financeira, relativa à devolução do produto e do proveito advindos das infrações penais”.
Com base nisso, o procurador-geral sustentou que a proposta de Costa apresenta “reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir”. De modo geral, a proposta do empresário não possui ineditismos diante daquilo o que foi encontrado e descoberto pelos investigadores. Também não foi citado qual o valor de ressarcimento a ser entregue por ele.
Em uma petição protocolada no início do mês, o ex-presidente do BRB afirmou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, que a PGR ignorou suas tentativas de colaborar com as investigações. O caso de Costa contrasta com o de Daniel Vorcaro, ex-CEO do Master, pois no segundo caso o acordo de confidencialidade foi firmado com a Polícia Federal e com a PGR.
No entanto, há também semelhanças: Vorcaro hesita em entregar aliados, levando os investigadores a darem mais de uma negativa às suas propostas. Ele tampouco se comprometeu com a devolução dos valores solicitados pela Procuradoria. O ex-BRB está atualmente custodiado na Papudinha, local para onde Vorcaro foi transferido nesta quinta.
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Créditos do autor: Maiara Marinho
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