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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, se esquivou, nesta sexta-feira 28, de dar respostas concretas sobre o financiamento de 61 milhões de reais do banqueiro Daniel Vorcado, do Master, ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL).

Questionado sobre seu vínculo com Vorcaro, o senador carioca disse que “não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai” e negou que tenha existido alguma contrapartida. “Foi um patrocínio que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, disse em entrevista à Globo.

Pressionado para apresentar detalhes dos valores gastos, o senador justificou que a relação seria “privada” e tentou redirecionar a questão para o presidente Lula (PT) e disse, sem provas, que o presidente teria se reunido secretamente com Vorcaro.

Segundo informações reveladas pelo Intercepet Brasil sobre as mensagens de Flávio com Vorcaro, o senador negociou com o banqueiro até 24 milhões de dólares, cerca de 134 milhões de reais, para financiar Dark Horse. Os valores efetivamente transferidos por Vorcaro e identificados nas mensagens somam pelo menos 10,6 milhões milhões de dólares, aproximadamente 61 milhões de reais.

Os recursos enviados a pedido do senador foram destinados ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos. O fundo tinha como representante o escritório do advogado Paulo Calixto, que também atua para Eduardo Bolsonaro.

A própria produtora Go Up afirma, em laudo pericial anexado a um processo judicial, que Dark Horse custou 75 milhões de reais. Desse total, 54 milhões de reais teriam sido gastos nos Estados Unidos e 20,9 milhões de reais no Brasil. O laudo afirma que os recursos usados na produção tiveram origem privada e foram abastecidos pelo Havengate, mas não identifica detalhadamente os financiadores.

Atos golpistas

O senador ainda voltou a defender que os atos golpistas do 8 de Janeiro foram um “golpe da Disney” e uma farsa armada para tirar Bolsonaro da vida pública”. “Como Bolsonaro é condenado por depredação de patrimônio público se ele estava nos EUA? Isso foi uma farsa”, disse.

Segundo a Polícia Federal, a viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos dias antes da posse de Lula (PT) aconteceu com o objetivo de evitar sua prisão após a tentativa de reverter o resultado das eleições fracassar.

No exterior, segundo a corporação, Bolsonaro aguardaria o desfecho dos atos golpistas realizados em 8 de Janeiro, quando seus apoiadores invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Flávio citou ainda a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Segundo ele, Moraes seria um dos “maiores violadores do direito internacional”. O senador voltou a prometer anistia aos golpistas “ainda na transição”.

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Créditos do autor: Gabriel Andrade

Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação