A greve nacional dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal entrou em seu quinto dia nesta segunda-feira 14. A paralisação vem sendo marcada por mobilizações em agências de todo o País para pressionar a direção do banco a fazer uma negociação sem a retirada de direitos conquistados.
No domingo 13, a Caixa recuou da intenção de judicializar a renovação do acordo coletivo de trabalho e resolveu reabrir a mesa de negociação coletiva com as entidades representativas dos empregados. O movimento foi visto pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, a Fenae, como uma vitória dos trabalhadores.
“A tentativa de retirada de direitos dos empregados da Caixa, chegando inclusive ao cancelamento do agendamento do ticket de refeição, provocou ainda mais indignação e fortaleceu a mobilização desta segunda-feira. A resposta dos trabalhadores demonstra disposição para a luta e para a defesa de seus direitos. A Fenae, os sindicatos e a Contraf-CUT seguem unidos para apoiar os empregados da Caixa e lutar por um acordo salarial digno, justo e que respeite os trabalhadores”, avaliou o diretor de Comunicação da Fenae, Moacir Carneiro.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores está o custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica que atende empregados ativos, aposentados e dependentes. “É um grande benefício que está sob ameaça. Por isso, quanto maior a adesão e a participação dos empregados, maior será a demonstração da nossa força para buscar uma solução”, destacou o ex-presidente da Fenae, Jair Pedro.
“É bom reforçar que não somos contra a Caixa. O que não podemos é abrir mão dos nossos direitos e benefícios. Sempre apostamos na negociação, e é a mobilização dos trabalhadores que faz a diferença para nossas conquistas”, acrescentou.
Na última proposta apresentada à categoria, a diretoria do banco público se comprometeu, entre outros pontos, a pagar, no dia 18 de setembro, o salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de 3 mil reais; e ampliar o teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa, de 6,5% para 8%.
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Créditos do autor: Ana Luiza Basilio
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