A parcela do eleitorado que ainda admite mudar de candidato na reta final da eleição presidencial representa 12% dos eleitores que já escolheram um nome, segundo a 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28). A maior parte, 87%, afirma que a decisão está tomada e não deve ser alterada até o primeiro turno.
Entre os eleitores que admitem uma mudança, Lula (PT) aparece numericamente como a principal segunda opção, com 18%. Na sequência estão Augusto Cury (Avante) e Flávio Bolsonaro (PL), com 17% cada. Ronaldo Caiado (PSD) soma 14% e Renan Santos (Missão), 11%.
O grupo de eleitores ainda aberto a mudanças também apresenta diferentes níveis de disposição para alterar o voto. Segundo os dados divulgados sobre o levantamento, 26% consideram muito alta a possibilidade de mudança e 34% avaliam como alta. Outros 26% dizem que a chance é baixa e 8%, muito baixa.
Lula aparece com 42% no primeiro turno
No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury e Ronaldo Caiado aparecem com 5% cada, enquanto Renan Santos tem 4% e Romeu Zema (Novo), 1%.
Na comparação com a rodada anterior, Lula oscilou de 40% para 42%, enquanto Flávio permaneceu com 37%. Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.
Segundo turno tem 46% a 44%
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 46% para Lula e 44% para Flávio. Na rodada anterior, os números eram 46% e 45%, respectivamente. Com margem de erro de dois pontos percentuais, a diferença está dentro do intervalo de variação da pesquisa.
A consolidação do voto também é elevada entre os dois principais candidatos. 92% dos eleitores de Lula dizem que já definiram o voto e não pretendem mudar, percentual que chega a 91% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores por telefone, entre 25 e 27 de setembro, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
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