Tempo de Leitura: 5 minutos

Quem deseja chegar ao verão com a pele mais uniforme, firme e saudável ainda pode começar a se preparar. No entanto, o tempo necessário varia conforme o tratamento escolhido. Alguns procedimentos exigem mais de uma sessão, enquanto outros pedem um período de recuperação antes da exposição ao sol.

Segundo a dermatologista Tainah de Almeida, tratamentos que estimulam a produção de colágeno não apresentam resultados imediatos. O organismo precisa de tempo para produzir e reorganizar as fibras de colágeno. Por isso, quem pretende realizar procedimentos antes das férias deve considerar a data da viagem e o período necessário para a recuperação.

“Quando pensamos em ações que envolvem estímulo de colágeno, tanto no rosto quanto no corpo, é importante lembrar que o resultado não é imediato. O organismo precisa de um tempo para produzir e remodelar esse colágeno, e muitos protocolos também envolvem mais de uma sessão. Por isso, começar com alguns meses de antecedência é o ideal”, explica a médica.

De acordo com a dermatologista, esses tratamentos podem começar a apresentar resultados nas primeiras três a quatro semanas. A evolução tende a ficar mais evidente ao longo dos três a seis meses seguintes. Por isso, um intervalo de cerca de três meses pode ajudar quem deseja organizar os cuidados para o período de verão.

Imagem: Magnific

Tratamentos para o rosto exigem planejamento

No rosto, o tratamento depende das características e das necessidades de cada pele. O objetivo pode envolver melhora da textura, hidratação, manchas, linhas finas e luminosidade.

Entre as possibilidades, o dermatologista pode indicar lasers, peelings ou microagulhamento, conforme a avaliação individual. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também orienta que procedimentos dermatológicos considerem as características da pele e a indicação adequada para cada caso.

A combinação de técnicas também pode fazer parte do planejamento. Procedimentos que atuam em camadas mais profundas podem estimular colágeno e melhorar a sustentação. Já técnicas mais superficiais podem trabalhar aspectos como textura e hidratação.

No caso da flacidez, a dermatologista explica que alguns protocolos podem associar bioestimuladores de colágeno a tecnologias como ultrassom microfocado e radiofrequência. A escolha depende da avaliação da pele e do objetivo do tratamento.

“Hoje trabalhamos muito com a associação de tratamentos porque técnicas diferentes podem atuar em mecanismos complementares e profundidades distintas da pele. Uma combinação bem planejada pode apresentar um resultado mais completo do que simplesmente repetir várias vezes uma única técnica”, afirma.

A associação, porém, não significa realizar o maior número possível de procedimentos. O médico precisa definir a indicação, os intervalos entre as sessões e o período de recuperação de cada técnica.

Melasma exige atenção antes da exposição ao sol

Quem apresenta melasma precisa ter atenção especial durante o planejamento para o verão. A exposição solar pode intensificar as manchas, por isso a proteção contra a radiação ultravioleta deve fazer parte da rotina.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia mantém orientações sobre melasma e destaca a importância da fotoproteção contínua no controle da condição.

Em alguns casos, o dermatologista também pode avaliar estratégias complementares, como o uso de antioxidantes tópicos ou orais. A indicação depende das características de cada paciente e deve ocorrer durante uma avaliação médica.

Quem pretende viajar para a praia também precisa considerar o tipo de procedimento escolhido. Peelings, microagulhamento e alguns lasers podem ajudar em casos específicos, mas determinadas técnicas provocam descamação, vermelhidão ou maior sensibilidade.

Dependendo da profundidade e da intensidade do procedimento, o paciente pode precisar restringir a exposição solar por quatro semanas ou mais. Por isso, a proximidade da viagem influencia diretamente a escolha da técnica.

“Se o paciente tem uma viagem próxima para a praia programada, por exemplo, provavelmente não é o melhor momento para realizar um procedimento mais agressivo, mas existem outras alternativas seguras que podem ser feitas mais perto do verão”, orienta.

Corpo também precisa de tempo para responder

No corpo, o planejamento pode incluir tratamentos voltados para flacidez, qualidade da pele, sustentação e contorno corporal, especialmente em regiões como abdômen e glúteos.

Assim como ocorre no rosto, o resultado depende da técnica utilizada e da resposta individual. Por isso, iniciar o acompanhamento cerca de três meses antes do verão pode facilitar a organização das sessões e dar tempo para a evolução dos resultados.

Para casos de flacidez e celulite, algumas estratégias podem combinar bioestimuladores com radiofrequência ou ultrassom microfocado. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também reúne informações sobre tratamentos para celulite, reforçando que a escolha do procedimento deve considerar cada caso.

O objetivo não é transformar o corpo em poucas semanas. A avaliação dermatológica ajuda a definir quais alterações podem melhorar e quais resultados são possíveis dentro do período disponível.

Além dos procedimentos, os cuidados cotidianos também fazem parte da preparação. Como explica Tainah, alimentação equilibrada, hidratação, sono adequado e atividade física contribuem para os cuidados com a saúde e a pele.

“Para um bom resultado, além dos procedimentos, é indispensável manter uma alimentação equilibrada, ingerir bastante água, dormir bem e fazer atividade física regularmente”.

Recuperação também entra no planejamento

Outro ponto importante envolve o período de recuperação. Alguns tratamentos podem provocar vermelhidão, descamação, inchaço ou sensibilidade. Por isso, concentrar vários procedimentos nas semanas que antecedem uma viagem pode não ser a melhor estratégia.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para os cuidados com procedimentos estéticos e destaca a importância de realizar intervenções com profissionais habilitados e indicação adequada. Procedimentos mal indicados ou realizados de forma inadequada podem provocar complicações, como manchas, queimaduras e cicatrizes.

Procedimentos injetáveis também exigem planejamento. Preenchimentos, bioestimuladores e toxina botulínica podem causar hematomas ou inchaço temporário. Segundo a dermatologista, a exposição direta ao sol durante esse período merece atenção, pois pode favorecer alterações de pigmentação.

Por isso, a proximidade das férias deve entrar na conversa com o dermatologista antes da escolha do procedimento. A data da viagem, o tempo disponível e a possibilidade de exposição solar ajudam a definir uma estratégia mais segura.

Imagem: Magnific

Afinal, ainda dá tempo de cuidar da pele antes do verão?

A resposta depende do procedimento e da data da viagem. Tratamentos que estimulam colágeno precisam de tempo para apresentar resultados. Outros procedimentos exigem intervalos entre sessões ou um período maior de recuperação.

Por isso, quem pretende iniciar uma preparação para o verão deve evitar deixar todos os procedimentos para as últimas semanas. O planejamento antecipado permite respeitar os intervalos entre as sessões e acompanhar a evolução da pele antes da exposição intensa ao sol.

“O mais importante é entender o que aquela pele realmente precisa e montar um protocolo individualizado, respeitando também o intervalo e a recuperação de cada tratamento. Fazer os tratamentos com antecedência permite não apenas chegar ao verão com o resultado já em evolução, mas também passar pelo período de recuperação com mais segurança”, finaliza Tainah.

 

 

 

 

 

 

Transparência editorial: Conteúdo produzido e revisado pela equipe do  ComSaúde Notícias, com apoio de inteligência artificial em recursos visuais, organização e checagem de informações. A apuração e a responsabilidade editorial são do Portal.

Fonte: clique aqui.

Você gostou desse conteúdo? Compartilhe!