O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocou a proposta de mudança na escala de trabalho 6×1 na pauta desta quarta-feira (14), em uma decisão que pode ampliar o desgaste com setores da oposição. A medida é uma das principais bandeiras do governo Lula (PT) e prevê reduzir gradualmente a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. 

A decisão ocorre em meio a questionamentos sobre a condução política do Senado e críticas de opositores que veem na aceleração da votação uma oportunidade para o governo obter dividendos eleitorais antes do segundo turno presidencial. A proposta já recebeu apoio da maioria dos deputados na Câmara, enquanto no Senado a tramitação é alvo de disputa sobre o calendário e o conteúdo da mudança.

Rogério Marinho é citado para a sucessão

O futuro de Alcolumbre no comando do Senado também está em discussão. Com a nova legislatura prevista para começar em 2027, o PL, que elegeu 19 senadores, terá uma bancada relevante nas negociações para a escolha do próximo presidente da Casa. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, aparece entre os nomes associados à possibilidade de assumir o posto.

A substituição, porém, ainda não está definida. A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027, e o resultado dependerá das articulações entre os partidos e das alianças formadas após a posse dos novos parlamentares.

Derrota política no Amapá

Alcolumbre também enfrenta um revés em seu estado. O governador Clécio Luís (União Brasil-AP), apoiado por ele, perdeu a eleição para Dr. Furlan (PSD-AP), eleito no primeiro turno com 62,75% dos votos válidos. Rayssa Furlan (Podemos-AP), mulher do governador eleito, também conquistou uma vaga no Senado, ampliando a influência do grupo rival no estado.

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