A Prefeitura de Lauro de Freitas voltou a abrir espaço para a participação popular na discussão do seu futuro urbano. Nesta última segunda-feira (8), a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB) realizou a segunda audiência pública do Plano de Mobilidade Urbana (PLAMOB), encontro que integra o cumprimento da Lei 12.587/2012, responsável por instituir a Política Nacional de Mobilidade Urbana.
O evento, ocorrido na Faculdade Unime, reuniu moradores de diversos bairros que, mais uma vez, se mostraram ativos na cobrança por melhorias no transporte, na sinalização e na infraestrutura viária. A gestão afirma que todas as contribuições vêm sendo registradas para subsidiar a montagem final do plano.
Moradores cobram mais diálogo e soluções práticas
O gestor interino da SEMOB, Dilmar Sacramento, destacou que o processo é baseado na escuta da população e que cada intervenção feita pelos moradores será analisada. “Vamos registrar todas as demandas apresentadas, para que possam ser incluídas no nosso planejamento. A participação dos cidadãos é essencial para construir o Plano de Mobilidade de Lauro de Freitas”, afirmou.
Entre os presentes, o advogado Ricardo Mendonça, morador de Ipitanga, elogiou a iniciativa e apontou a importância do debate transparente entre governo e comunidade. Para ele, a abertura das audiências reforça que a prefeitura assume compromisso com um desenvolvimento urbano responsável, que leve em conta as necessidades de cada bairro.
A aposentada Maria Guedes, de 66 anos, também destacou a relevância do espaço de diálogo. Segundo ela, a discussão sobre mobilidade precisa envolver quem vivencia o sistema diariamente. “O secretário ouvir a opinião da população é fundamental. Assim podemos ajudar no futuro de Lauro de Freitas”, declarou.
Planejamento integrado
Presente ao encontro e representando a Casa Civil, o arquiteto e urbanista Luiz Baqueiro ressaltou que o PLAMOB não é uma ação isolada, mas um instrumento que dialoga diretamente com outras políticas essenciais. Ele citou o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que está em elaboração, e lembrou que áreas como saneamento, habitação e educação também compõem essa rede de planejamento integrada.
Segundo Baqueiro, ouvir quem enfrenta diariamente os desafios da mobilidade é indispensável para construir uma cidade mais eficiente, equilibrada e adequada às necessidades atuais e futuras.
Compromisso e próximos passos
A prefeitura reafirmou que seguirá registrando todas as demandas apresentadas nas audiências, que ocorrem de forma sequenciada e aberta à população. A intenção é consolidar um diagnóstico realista e participativo, capaz de direcionar ações concretas e mais assertivas na área de mobilidade.
Com a segunda audiência concluída, a gestão municipal caminha para a etapa final de elaboração do PLAMOB, documento que deve orientar as decisões estratégicas sobre transporte, circulação e urbanismo nos próximos anos em Lauro de Freitas.
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