O bolsonarismo aposta em uma radicalização após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), mas o movimento está isolado, avalia José Genoino, ex-deputado federal e ex-presidente do PT. Segundo ele, a extrema-direita reedita a tática de 2023, mas a tentativa reaparece neste ano “mais como farsa ou tragédia do que como uma mera repetição”.
Genoino enfatizou em entrevista ao programa Direto da Redação, transmitido pelo canal de CartaCapital no YouTube, que partidos do Centrão — e até o PL — reconheceram o resultado, assim como os presidentes da Câmara, do Senado e do Tribunal Superior Eleitoral. Além disso, afirmou, os militares não embarcariam em uma nova conspiração.
“Acho muito difícil, pela experiência do primeiro e do segundo turnos, que as Forças Armadas deem aval para essa aventura, porque a aventura de 2023 custou muito caro para a imagem delas”, projetou o petista. “E apesar da especulação e da orgia financeira da Faria Lima, há uma divisão na classe dominante, que não quer apostar no caos.”
Para Genoino, a família Bolsonaro aposta no medo e no ressentimento, o que pode criar dificuldades. “Temos de enfrentá-las com os valores da democracia e fazendo um arco político de defesa da democracia”, ressaltou. “Assim como a democracia foi uma questão central para derrotar Flávio Bolsonaro, é uma questão central para garantir o respeito ao resultado das urnas.”
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Créditos do autor: Leonardo Miazzo
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação































