O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o partido trabalha para consolidar uma candidatura competitiva de centro-direita nas próximas eleições presidenciais, com potencial real de chegar ao segundo turno. Segundo ele, o cenário político brasileiro começa a demonstrar sinais claros de desgaste com a polarização entre os extremos, abrindo espaço para uma alternativa mais moderada.
Em entrevista ao programa Canal Livre, Kassab avaliou que a sociedade busca caminhos menos conflituosos e que o PSD pode ocupar esse vácuo político. Para o dirigente, o grande desafio da legenda é dialogar com o eleitorado de centro sem perder interlocução com a direita, construindo uma candidatura capaz de romper a lógica binária que tem marcado as últimas disputas nacionais.
Centro como ativo estratégico
De acordo com Kassab, o partido deve concentrar esforços na consolidação de uma plataforma equilibrada, capaz de atrair eleitores que não se identificam com os extremos ideológicos. Ele acredita que esse posicionamento oferece vantagem decisiva em um eventual segundo turno, permitindo ao candidato do PSD dialogar tanto com a esquerda quanto com a direita, conforme o adversário.
O presidente da sigla afirmou ainda que o partido não entra na disputa apenas para marcar posição. Na avaliação dele, o PSD tem condições de alcançar desempenho superior ao de nomes tradicionais do cenário político, inclusive do presidente Lula, caso consiga capitalizar o sentimento de cansaço com a polarização.
Segundo turno como objetivo central
Kassab foi direto ao afirmar que o foco da legenda é chegar à etapa final da disputa presidencial. Para ele, alcançar o segundo turno é um objetivo factível e estratégico, sobretudo em um cenário fragmentado, no qual nenhuma força política consegue hegemonizar o eleitorado.
Segundo o dirigente, a força de uma candidatura de centro está justamente na capacidade de construir alianças mais amplas no segundo turno, desde que haja seriedade e coerência política nas composições.
Disputa com a direita e eleitor moderado
Ao ser questionado sobre a concorrência com nomes ligados à direita, como Flávio Bolsonaro (PL), Kassab destacou que o foco do PSD não são os eleitores mais radicalizados, mas sim aqueles que se afastaram dos extremos e buscam estabilidade política e institucional.
Na leitura do presidente do partido, esse eleitorado tende a crescer e pode ser decisivo para o futuro da eleição. Para Kassab, o “cansaço da polarização” é o principal ativo eleitoral do PSD e o elemento que sustenta o projeto de protagonismo nacional da legenda.
Com essa estratégia, o partido tenta se consolidar como herdeiro natural dos votos de centro e de parte da centro-direita, reposicionando-se no tabuleiro político como uma alternativa viável ao embate tradicional entre esquerda e direita.
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