A imprensa iraniana noticiou neste domingo (1º) a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã entre 2005 e 2013. Segundo a Iranian Labor News Agency, agência vinculada ao regime, ele teria sido morto em um ataque aéreo conjunto atribuído a Israel e aos Estados Unidos.
De acordo com a publicação, a ofensiva atingiu a residência de Ahmadinejad no bairro de Narnak, no nordeste de Teerã, provocando também a morte de integrantes de sua equipe de segurança. A informação foi reproduzida por veículos estatais iranianos, que classificaram a ação como um “ataque do regime sionista e dos Estados Unidos”.
O jornal israelense Maariv afirmou que Ahmadinejad estaria em prisão domiciliar no momento do bombardeio, informação que não foi confirmada oficialmente por autoridades independentes.
Figura central do confronto com o Ocidente
Sexto presidente da República Islâmica, Ahmadinejad ganhou projeção internacional ao assumir postura de enfrentamento direto contra o Ocidente e se tornar o principal rosto do programa nuclear iraniano durante seus dois mandatos.
Antes de chegar à Presidência, foi governador da província de Ardabil e prefeito de Teerã. Em 2005, surpreendeu ao derrotar Akbar Hashemi Rafsanjani no segundo turno. Ao longo do governo, acumulou declarações polêmicas contra Israel e chegou a negar o Holocausto, o que provocou condenação internacional.
Em discurso na conferência “Um Mundo Sem Sionismo”, citou o aiatolá Khomeini ao se referir a Israel como “regime ocupante de Jerusalém”, ampliando a tensão diplomática.
Morte de Khamenei amplia crise
A notícia da morte de Ahmadinejad ocorre poucas horas após a confirmação oficial da morte do líder supremo Ali Khamenei, aos 86 anos, também em ataque atribuído a forças americanas e israelenses. Segundo a mídia estatal, familiares do aiatolá teriam morrido na mesma ofensiva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Khamenei “está morto”, intensificando o tom da crise diplomática e militar.
Já o presidente iraniano Masoud Pezeshkian classificou o episódio como “declaração de guerra contra os muçulmanos” e afirmou que a República Islâmica considera “dever e direito legítimo” vingar os responsáveis.
Reações e tensão global
O príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi comemorou publicamente a morte de Khamenei, afirmando que o regime estaria próximo do fim, o que reforça a polarização dentro e fora do país.
O cenário aponta para uma escalada sem precedentes no Oriente Médio, com impacto direto na geopolítica global, no mercado de energia e nas relações entre potências. Até o momento, não há confirmação independente sobre os detalhes do ataque que teria vitimado Ahmadinejad, mas a sucessão de eventos indica agravamento do conflito regional.
A morte de duas das figuras mais emblemáticas do regime iraniano em um intervalo de horas marca um ponto de inflexão na crise e eleva o risco de confrontos de maior proporção.
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