Documentos apresentados pelo Banco Master à Receita Federal ampliaram o alcance das investigações sobre relações da instituição com figuras políticas da Bahia, envolvendo nomes ligados ao governo estadual, ao cenário nacional e ao meio empresarial. As informações, reveladas pelo jornal O Globo, detalham pagamentos milionários a empresas associadas a agentes públicos e seus familiares.

Entre os principais pontos, estão transferências para empresas ligadas a aliados do grupo governista. Registros indicam que a empresa BN Financeira, que tem como sócia Bonnie Toaldo Bonilha, nora do senador Jaques Wagner (PT), recebeu cerca de R$ 14 milhões entre 2022 e 2025. Segundo a empresa, os valores são decorrentes de serviços de prospecção e intermediação de operações de crédito, devidamente formalizados e declarados.

Outro caso envolve a Mollitiam Financeira, que recebeu aproximadamente R$ 12 milhões no mesmo período. A empresa tem participação de Otto Alencar Filho, filho do senador Otto Alencar (PSD). Em nota, ele afirmou que os serviços foram regularmente prestados, com receitas e tributos devidamente contabilizados.

Também aparece nos registros a empresa Meta Consultoria, ligada ao ex-ministro Ronaldo Bento, que teria recebido R$ 6,2 milhões em 2025. O nome do ex-ministro já havia surgido em discussões na CPI do Crime Organizado, ampliando a atenção sobre sua atuação no setor.

A origem da aproximação entre o banco e a Bahia remonta à entrada do empresário Augusto Ferreira Lima no grupo. Com atuação no setor de crédito consignado, ele expandiu operações a partir da aquisição de ativos durante o governo de Rui Costa (PT), movimento que impulsionou negócios vinculados ao banco no estado e em outras regiões do país.

O material também cita pagamentos ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), por meio de sua empresa de consultoria, referentes a serviços prestados após o período em que não exercia cargo público. O próprio político afirmou não ter acesso aos dados detalhados, mas ressaltou que a relação contratual ocorreu de forma privada e regular, colocando-se à disposição para esclarecimentos. ‘Neto realizavou palestras, trabalhou, se deslocou e foi pago por isso, simple assim’, diz a fonte na PF, afirmando que o nome do ex-prefeito de Salvador entrou vindo ‘por cima’, que foi uma ordem, mas não saberia informar quem mandou.

ACM Neto lidera todas as pesquisas de 2026 ao governo da Bahia.

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