Uma articulação envolvendo quatro partidos redesenha o cenário eleitoral na Bahia. O PDT passou a concentrar candidaturas após acordo com o PRD, o Podemos e parte do Solidariedade, com foco na disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados.

A estratégia prevê a migração de nomes dessas legendas para o PDT, que funcionará como principal abrigo das candidaturas. A expectativa interna é formar uma bancada de até sete deputados estaduais, desempenho que pode reposicionar o partido no estado e superar siglas tradicionais no Legislativo baiano.

A movimentação foi confirmada pelo dirigente Marcinho Oliveira (PRD), que deve se filiar ao PDT junto com aliados. Entre eles está o deputado estadual Pancadinha (Solidariedade), que também deve integrar a nova composição partidária.

Segundo Marcinho, a decisão de deixar o PRD, que mantinha federação com o Solidariedade, foi motivada por dificuldades na formação de chapa competitiva. “Alguns candidatos não estavam confortáveis com possíveis filiações de nomes com alta votação. Chegamos à conclusão de que o melhor era sair, e a decisão foi acompanhada por todos nós”, afirmou.

A articulação contou com o aval do governo estadual e reflete uma estratégia mais ampla de reorganização das forças políticas na Bahia, com impacto direto na disputa proporcional. Ao concentrar candidaturas em uma única sigla, o grupo busca maximizar o desempenho eleitoral e ampliar sua representação nas casas legislativas.

Nos bastidores, a movimentação é vista como um movimento calculado para fortalecer o campo aliado ao governo e aumentar a competitividade frente a partidos como PSDB, Republicanos, MDB, PSB e Avante, que historicamente ocupam espaço relevante no Legislativo estadual.

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