Secretário dos EUA minimiza atrito com o pontífice, que tem criticado a operação militar norte-americana no Irã
O papa Leão 14 recebe o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta 5ª feira (7.mai.2026), no Palácio Apostólico do Vaticano. Segundo a CNN, é o 1º contato presencial em cerca de 1 ano entre o pontífice e um integrante do governo norte-americano. Na ocasião, Rubio, que é católico, também se reunirá com o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin.
A viagem é feita depois de o presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), fazer críticas públicas ao 1º papa norte-americano da história. O pontífice se opôs à operação militar de Washington no Irã e tem defendido os interesses de refugiados e migrantes, posições em atrito direto com as políticas da Casa Branca.
Na 3ª feira (5.mai), Rubio minimizou as divergências e negou que a visita seja uma tentativa emergencial de restabelecer laços diplomáticos, de acordo com a Reuters. “A viagem não está ligada a nada além do fato de que seria normal nos envolvermos com eles”, disse a jornalistas, afirmando ainda que há “muito o que falar” com o Vaticano, citando a situação de Cuba.
Na 6ª feira (8.mai), o secretário norte-americano seguirá com a agenda europeia e se encontrará com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Recentemente, Trump também criticou o governo italiano por uma suposta falta de apoio na ofensiva militar contra o Irã.
EMBATE COM TRUMP
O distanciamento entre Washington e o Vaticano escalou nas últimas semanas em declarações públicas. No dia 12 de abril, Trump escreveu em seu perfil na rede social que o papa é “fraco no combate ao crime e terrível para a política externa”. Declarou que Leão 14 deveria “parar de atender à esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, não um político”;
Em resposta a uma jornalista que perguntou a Trump o porquê de ter “atacado” o papa. O presidente disse que Leão 14 não está fazendo um “bom trabalho”.
Assista (1min10s):
Na 2ª feira (4.mai), o presidente norte-americano afirmou que o pontífice colocou “muitos católicos em perigo” e sugeriu que o papa estaria satisfeito com a possibilidade de o Irã possuir armas nucleares.
Depois das críticas, Trump publicou e em seguida apagou uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparecia como uma figura semelhante a Jesus Cristo. Posteriormente, afirmou que a imagem o retratava como um médico.
Na 3ª feira (5.mai), Leo 14º disse que “não tem medo” do governo norte-americano. Declarou que a Igreja Católica se manifesta contra as armas nucleares há anos e que “a missão da Igreja é pregar o Evangelho e a paz”.
O ministro das Relações Exteriores da Itália também repreendeu Trump, afirmando que os ataques ao pontífice não são aceitáveis nem úteis para a paz.
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