Se o “coração de mãe” é lembrado pela capacidade de amar, cuidar e proteger, a medicina reforça que esse coração também precisa de atenção. Em meio às homenagens do Dia das Mães, o alerta é simples: quem cuida de tanta gente também precisa encontrar tempo para cuidar de si.
A relação entre emoção e coração vai além da metáfora afetiva. Segundo especialistas, estresse, ansiedade e sobrecarga emocional podem afetar diretamente a saúde cardiovascular.
Com a chegada do Dia das Mães, cardiologistas chamam atenção para os impactos que emoções intensas e preocupações constantes podem causar no organismo. Isso porque o coração responde não apenas às necessidades do corpo, mas também aos estímulos emocionais do dia a dia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo. Em 2022, elas provocaram cerca de 19,8 milhões de óbitos. A maioria esteve relacionada ao infarto e ao AVC.
Emoções também provocam respostas físicas
O médico cardiologista Dr. Jaifábio Lima explica que a ligação entre sentimentos e coração vai além do simbolismo popular.
“Quando falamos em coração de mãe, estamos falando de sentimento: preocupação, cuidado, amor e proteção. Já o coração real é o órgão que funciona como uma bomba, impulsionando o sangue para manter as funções vitais do corpo. A analogia existe porque aquilo que a pessoa sente também pode provocar respostas físicas no organismo”, explica o especialista.
Situações de tensão, ansiedade e preocupação constante podem alterar a frequência cardíaca e a pressão arterial. Além disso, o estresse crônico está associado ao aumento do risco cardiovascular.
A Síndrome do Coração Partido
Entre as condições mais curiosas relacionadas às emoções está a chamada Síndrome do Coração Partido, também conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo. A doença pode simular um infarto e costuma surgir após episódios de forte impacto emocional, como luto, separação ou situações traumáticas.
Pesquisas citadas pela American Heart Association mostram que a síndrome ocorre com maior frequência em mulheres, especialmente após os 50 anos.
“Existe uma síndrome chamada Broken Heart, ou Síndrome do Coração Partido, caracterizada por um quadro semelhante ao infarto após um estresse intenso, como luto, separação ou emoções extremas. No cateterismo, é possível observar lesão muscular cardíaca, mas sem obstrução das artérias coronárias”, esclarece o médico.
Sobrecarga emocional também exige cuidado
Para o cardiologista, o tema merece atenção porque muitas mães convivem diariamente com uma rotina marcada por excesso de responsabilidades e pouco tempo para si mesmas.
“O coração reage a preocupações e sentimentos mais intensos. Preocupação excessiva, tensão e ansiedade podem levar a quadros de descontrole da pressão arterial e da frequência cardíaca, prejudicando a saúde cardiovascular”, alerta o Dr. Jaifábio.
Dor no peito, falta de ar, palpitações e cansaço excessivo estão entre os sinais que não devem ser ignorados.
Cuidar também é prevenção
Para o especialista, proteger o coração depende de hábitos saudáveis, controle da pressão arterial, boa alimentação, prática de exercícios físicos, sono adequado e acompanhamento médico regular.
“É importante manter a pressão arterial controlada, reduzir o consumo de sal, não fumar, evitar excesso de álcool, ter uma boa alimentação, praticar exercício físico regularmente, cuidar do sono e fazer consultas e exames laboratoriais de rotina”, orienta.
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