O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom nesta sexta-feira (200 contra aliados históricos ao chamar países da OTAN de “covardes”, após resistência em apoiar ações militares contra o Irã. A declaração escancara um racha no bloco ocidental e amplia o clima de instabilidade global.

A crítica ocorre em meio ao impasse envolvendo o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O canal foi fechado por Teerã, provocando impactos diretos nos preços internacionais de energia e colocando pressão sobre economias globais.

Pressão e isolamento

Trump acusou os aliados de hipocrisia ao reclamarem dos preços elevados do petróleo, mas evitarem participação em uma eventual operação para reabrir a rota marítima. Segundo o republicano, a ação seria “simples” e de “baixo risco”, argumento que não convenceu líderes europeus.

O presidente da França, Emmanuel Macron, rejeitou qualquer envolvimento direto no conflito. Na mesma linha, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que seu país não será arrastado para uma guerra mais ampla no Oriente Médio.

Nos bastidores, a avaliação é de que a postura unilateral de Washington, ao iniciar ataques sem consulta prévia aos aliados, contribuiu para o isolamento americano dentro da própria aliança militar.

Escalada militar preocupa

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã teve início no fim de fevereiro, após bombardeios a alvos estratégicos iranianos. Desde então, o cenário é de escalada, com risco crescente de ampliação da guerra na região.

Apesar da resistência inicial, algumas potências sinalizaram apoio indireto a ações para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, mas sem compromisso formal com operações militares.

Enquanto isso, Washington já articula o envio de reforços para o Oriente Médio, incluindo milhares de fuzileiros navais. A movimentação alimenta suspeitas de uma possível ofensiva terrestre, hipótese que não foi descartada por Trump.

Mundo em alerta

A crise expõe fissuras na OTAN e levanta dúvidas sobre a capacidade de coordenação entre as principais potências globais em momentos de tensão. Especialistas avaliam que o impasse pode redefinir alianças e reposicionar forças geopolíticas nos próximos anos.

Com o risco de impacto direto no fornecimento de energia e no comércio internacional, o episódio já é tratado como um dos mais delicados cenários de instabilidade desde o início da década, com reflexos que podem atingir inclusive países fora do eixo do conflito.

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