A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, atingiu diretamente o Banco Central do Brasil. Dois servidores da instituição foram afastados dos cargos por determinação do Supremo Tribunal Federal no âmbito das investigações que apuram fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

Foram afastados Paulo Sergio Neves de Souza e Bellini Santan, que, segundo a apuração, já eram alvo de investigação interna no próprio Banco Central antes da ofensiva da Polícia Federal.

Afastamento faz parte de pacote de medidas judiciais

A decisão integra um conjunto de medidas autorizadas pelo STF, que inclui ainda prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens para interromper a movimentação de ativos supostamente vinculados ao esquema investigado.

A atuação mira possíveis irregularidades relacionadas à fiscalização e à supervisão do sistema financeiro, ampliando o alcance da investigação para além do núcleo empresarial.

Pressão institucional

O envolvimento de servidores do Banco Central eleva a temperatura institucional do caso. O BC é responsável pela regulação e supervisão do sistema financeiro nacional, o que torna qualquer suspeita envolvendo seus quadros especialmente sensível.

Nos bastidores de Brasília, o afastamento é interpretado como medida cautelar para preservar a apuração e evitar interferências internas enquanto as investigações avançam.

Caso Banco Master segue sob relatoria no STF

A investigação sobre o Banco Master tramita no Supremo e envolve suspeitas de fraudes financeiras de grande porte, incluindo possíveis irregularidades na emissão e negociação de títulos.

A Polícia Federal apura a atuação de organização criminosa estruturada, com ramificações que podem alcançar diferentes esferas administrativas.

O afastamento dos servidores reforça que a nova fase da operação amplia o foco para possíveis conexões institucionais, aprofundando a investigação sobre o alcance real do esquema sob análise.

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