Em meio às disputas internas que marcam a montagem da chapa governista para outubro, o senador Otto Alencar (PSD) sinalizou, nesta sexta-feira (27) em entrevista ao A Tarde, que o PSD segue no jogo e pode, sim, ocupar espaço na composição liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Durante conversa com a imprensa em evento no Parque de Exposições, em Salvador, Otto adotou um tom cauteloso, mas não fechou portas. Ao comentar a possibilidade de o deputado estadual Niltinho (PSD), recém-filiado à legenda após deixar o PP, ser indicado para a vice, o senador tratou o tema como sensível, sem descartar o cenário.

PSD evita pressão e mantém cartas na mesa

“É uma questão difícil”, resumiu Otto, ao destacar que o partido não tem atuado para pressionar a base governista por espaços. Segundo ele, o PSD dispõe de quadros qualificados, mas não pretende impor nomes na marra.

O senador também relembrou movimentos anteriores na disputa pela vice, como a tentativa de emplacar Diego Coronel (Republicanos), que acabou não avançando. Nos bastidores, o episódio expôs divergências dentro da própria base, com direito a sugestões vindas até de lideranças do MDB, como Geddel Vieira Lima (MDB).

Apesar das turbulências, Otto fez questão de reforçar que o PSD não tem criado obstáculos ao grupo governista. “Não estamos nessa de fazer pressão”, afirmou, ao também não descartar eventual indicação para suplência ao Senado.

Base governista sob tensão

A fala do senador ocorre em um momento de forte rearranjo político dentro da base de Jerônimo Rodrigues (PT-BA), que ainda busca equilibrar interesses de aliados históricos e novos movimentos partidários.

A chegada de Niltinho ao PSD, por exemplo, já alterou o tabuleiro e reacendeu a disputa por espaços estratégicos na chapa majoritária.

Enquanto a base governista tenta conter ruídos, a oposição avança. O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) já selou a escolha do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), como pré-candidato a vice, consolidando uma chapa competitiva.

A expectativa é de que o grupo oposicionista oficialize sua composição completa nos próximos dias, aumentando a pressão sobre o campo governista, que ainda busca unidade.

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