O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou a CartaCapital, nesta terça-feira 23, não haver arestas a aparar na relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Ex-homem-forte da gestão Tarcísio, Kassab deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais do estado em março e, apesar de dizer que participará da campanha à reeleição, está distante do governador, de acordo com aliados.
Os dois viviam sob atrito desde o ano passado, mas a relação teria piorado quando Tarcísio decidiu manter o atual vice, Felício Ramuth, então filiado ao PSD, na chapa à reeleição. Kassab pleiteava a vaga, que teria sido prometida em articulações realizadas em 2022. Ramuth deixou o partido posteriormente.
Antes disso, de acordo com interlocutores de ambos, havia um mal-estar devido ao fortalecimento do PSD durante o período em que Kassab esteve na gestão. A avaliação interna era que o dirigente cumpria “agenda própria” com ajuda da máquina estadual para engordar as fileiras de seu partido de olho nas eleições deste ano.
No mesmo dia de uma visita de Tarcísio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão, Kassab afirmou que “gratidão é uma coisa, outra coisa é submissão”. O governador declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, enquanto Kassab, que já estimulou o próprio Tarcísio a concorrer, agiu para construir uma “terceira via” na disputa e lançou Ronaldo Caiado (PSD), que até aqui obtém resultados inexpressivos nas pesquisas.
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Créditos do autor: Wendal Carmo
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