O leilão para concessão da chamada Rota dos Sertões, que inclui trechos da BR-116 Norte na Bahia e em Pernambuco, será realizado no próximo dia 28 de maio. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 4,3 bilhões ao longo de 30 anos e integra a nova estratégia federal de concessões rodoviárias no Nordeste.
A proposta contempla aproximadamente 429 quilômetros da BR-116 em território baiano, além de 66 quilômetros em Pernambuco e um trecho de 7,2 quilômetros da BR-324, no anel viário de Feira de Santana.
O prazo para entrega das propostas econômicas pelas empresas interessadas termina em 26 de maio.
O modelo de concessão utilizará como critério o menor valor de tarifa de pedágio associado ao aporte de recursos em função do deságio ofertado pelas concorrentes. A vencedora ficará responsável pela operação, recuperação, manutenção e ampliação da capacidade dos trechos rodoviários.
A estruturação do projeto foi realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, dentro da política federal de ampliação de investimentos em infraestrutura logística.
Entre as principais intervenções previstas estão 108 quilômetros de duplicação de pistas, implantação de 5,2 quilômetros de faixas adicionais, construção de passarelas e pontos de parada e descanso para motoristas.
O projeto também prevê a implantação de um contorno viário no trecho urbano de Serrinha, medida considerada estratégica para melhorar a mobilidade e reduzir congestionamentos na região.
Além da Rota dos Sertões, o governo federal também prepara a concessão da chamada Rota 2 de Julho, cujo edital deverá ser lançado em julho, com expectativa de leilão em outubro deste ano.
O novo projeto inclui 663 quilômetros da BR-324, entre Salvador e Feira de Santana, além da BR-116 Sul até a divisa entre Bahia e Minas Gerais.
Para essa segunda concessão, a previsão de investimentos chega a aproximadamente R$ 15 bilhões ao longo de 30 anos. O plano inclui 355 quilômetros de duplicações em trechos contínuos e descontínuos da BR-116, com cronograma de execução previsto entre três e oito anos.
Os projetos fazem parte da tentativa do governo federal de ampliar a capacidade logística, reduzir gargalos no transporte rodoviário e modernizar corredores considerados estratégicos para a economia baiana e nordestina.
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